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Primeiro dia de visitação da exposição Impressionismo: Paris e a Modernidade

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Exposição dos impressionistas traz obras de Paris para o Rio

Criado em 23/10/12 18h35 e atualizado em 07/07/16 14h25
Por Akemi Nitahara Edição:Aécio Amado Fonte:Agência Brasil

 Impressionismo: Paris e a Modernidade
Primeiro dia de visitação da exposição Impressionismo: Paris e a Modernidade (Tânia Rego/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Com as salas de exposição, roll de entrada e escadarias cheias logo nas primeiras horas de visitação, foi aberta hoje (23) ao público a exposição Impressionismo: Paris e a Modernidade, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Rio), no centro da capital fluminense. A mostra apresenta 85 obras do Musée d'Orsay, de Paris, um dos mais visitados do mundo, dedicado principalmente ao movimento impressionista que iniciou a arte moderna.

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Pessoas de toda as idades lotavam o prédio histórico, na Rua Primeiro de Março, para ver as telas de Paul Gauguin, Camille Pisarro, Auguste Renoir, Edouard Manet, Toulouse-Lautrec, Degas, Claude Monet, Vincent Van Gogh e Paul Cézanne, entre outros mestres do século 19.

O estudante Lucas Vargas, de 17 anos, foi ao CCBB com a turma de segundo ano do Colégio David Capistrano, de Niterói, e achou a exposição bem explicativa e educativa. “Para os alunos da escola que estão pouco acostumados a ir a exposições, muitos que vieram com o intuito de achar uma chatice e uma bobagem, se impressionaram e gostaram, discutiram o assunto com os educadores. Foi realmente um aprendizado. Eu fiquei impressionado com a sensibilidade dos pintores, eles falam tudo não dizendo nada, apenas na imagem e na sensibilidade da criação da obra”, declarou.

Jéssica Passos, do mesmo colégio, estava pela primeira vez no CCBB e aprovou o programa educativo do centro cultural. “Achei lindo, a arquitetura também é maravilhosa, a organização, os funcionários são bem educados. A obra é perfeita, a gente começa com uma visão, tem quadro que faz a gente ficar parado e refletindo, com os professores e monitores explicando”, disse.

Também colega de David e Jéssica Passos, Jéssica Oliveira ressaltou que o contato com as obras expostas ativou a sua imaginação. “Tem muito contraste nas obras, algumas tinham teatros cheios de gente, outros eram campos, uma coisa mais calma, que levava a gente, eu viajei muito vendo alguns quadros. A gente olha para aquela gente e pensa, 'poxa, eu queria voltar a uma época dessa', a gente pensa 'esse mundo hoje está tão transformado, tem tantas coisas ruins', a gente podia pegar um pouco daquilo, que foi bom pra gente, e poder botar aqui. Me impressionei muito. Foi uma experiência muito boa”. Segundo ela, a visita será tema de um trabalho escolar sobre a exposição.

Bisneta de franceses, a professora aposentada Lúcia Pujol, de 69 anos, ficou emocionada com a obra O Berço, de Berthe Morisot. “O sentimento que toda mãe tem em relação a seu filho, expressa totalmente, eu cheguei às lágrimas, inclusive pelo perfil da moça, lindíssimo, e os traços do bebê, me fez lembrar meus filhos. Emocionante. É a cultura universal chegando até nós, é uma oportunidade única que ninguém pode perder”, disse.

Diante do clássico O Pífano, de Edouard Manet, o estudante de direito Gean Carlos, concorda que a exposição é emocionante e uma oportunidade única. “É muito bonito, acho interessante, a oportunidade que a gente tem de estar vendo essas obras de arte, sem pagar nada. Eu só vi isso na televisão, revista. Ver pessoalmente é bem emocionante, bonito. E de graça, porque lá [em Paris], você paga para ver”.

A videoartista Renata Vasconcelos estava encantada com da tela O Lago de Ninfeias, Harmonia Verde, de Claude Monet, quadro em que se inspirou para fazer um trabalho. “Acho ótimo você ter isso aqui, não comprar uma passagem para Paris. Não precisar mais sair do Brasil para ver uma exposição de impressionismo francês. Eu fiz um vídeo baseado nesse quadro, com o Rio Macaé lá de cima, peguei todas as temperaturas de cor, de manhã até de tarde, baseado nesse quadro”, declarou.

Professora de língua portuguesa, literatura e arte do Instituto Santa Rosa, de Cabo Frio, Silvana Murebi aguardava ansiosa na fila, com 40 alunos de 12 e 13 anos, para ver a exposição. “Nós sempre fazemos esse passeio. Também fizemos hoje a visita guiada no Theatro Municipal. Eu, como professora e apreciadora de arte, quando soube dessa exposição, aproveitei a oportunidade e agendei a visita. É importante o acúmulo de arte e cultura que eles fazem quando vêm ao Rio, já que Cabo Frio é uma cidade mais praiana, o que eles vão levar para sempre dessa imagem, de conhecimento, da arte impressionista”. Para os alunos, o passeio é de lazer, não vale nota, ressaltou.

A exposição fica em cartaz até 13 de janeiro com entrada franca. A visitação é de terça-feira a domingo, das 9h às 21h. O CCBB Rio fica na Rua Primeiro de Março, 66, no centro da cidade. Mais informações no site do evento.

 

Edição: Aécio Amado

 

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