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Membro da CNV, a psicanalista Maria Rita Kehl ouviu depoimentos de camponeses e de índios Suruí que tiveram direitos humanos violados na ditadura durante a destruição da guerrilha, na década de 70

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Comissão da Verdade ouve soldados que combateram Guerrilha do Araguaia

Criado em 18/11/12 16h50 e atualizado em 18/11/12 17h39
Por Mariana Tokarnia Edição:Fernando Fraga Fonte:Agência Brasil

Maria Rita Kehl ouviu depoimentos de camponeses e índios que tiveram direitos humanos violados na ditadura
Membro da CNV, a psicanalista Maria Rita Kehl ouviu no sábado (17) depoimentos de camponeses e de índios Suruí que tiveram direitos humanos violados na ditadura durante a destruição da guerrilha, na década de 70 (Guto Borges/Projeto República-UFMG)

Brasília - A Comissão Nacional da Verdade (CNV) ouviu hoje (18) o depoimento de três ex-soldados que atuaram no combate à Guerrilha do Araguaia, no início da década de 1970. Os relatos marcaram o fim do encontro de três dias da CNV com indígenas e camponeses em Marabá (PA).  

Os soldados foram localizados por Paulo Fonteles, liderança em direitos humanos em Belém (PA). Eles fazem parte das investigações da CNV. "Eles também guardam muito sofrimento. Torturaram ou assistiram práticas de tortura e isso os afetou psicologicamente. Tanto que hoje recebem atendimento", disse a psicanalista Maria Rita Kehl, membro da CNV.

Segundo a conselheira, os depoimentos registrados durante todo o encontro não são novidade na região. O papel da comissão foi registrá-los e envolver indígenas e camponeses nas investigações que deverão compor o relatório final da CNV, que será entregue no dia 16 de maio de 2014. "Eles vão nos ajudar no que não conseguimos fazer sozinhos. Vão elaborar um relatório próprio e nos ajudar a encontrar documentos, que darão suporte às nossas investigações".

O encontro marcou a criação da Comissão da Verdade Suruí, a ser conduzida pelos próprios indígenas da etnia e o anúncio da Comissão dos Camponeses do Araguaia. A plenária de sábado (17), um dos principais momentos, reuniu mais de 140 pessoas, entre indígenas e camponeses. A maioria não mora na cidade e viajou para estar presente na Câmara dos Vereadores de Marabá.

Edição: Fernando Fraga

Creative Commons - CC BY 3.0

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