Trem de alta velocidade terá estação em Aparecida do Norte, diz presidente da EPL

Fernanda Cruz - Agência Brasil 04.12.2012 - 18h02 | Atualizado em 04.12.2012 - 18h09

Sistema vai interligar as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas (SP) (Presidência da República)

São Paulo – O trem de alta velocidade (TAV) terá uma estação na cidade de Aparecida (SP), no Vale do Paraíba, informou hoje (4) o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo. “É cláusula pétrea, não muda. Foi uma reivindicação de Aparecida para que tivesse e foi assumido um compromisso de fazer”, disse.

O presidente da EPL rebateu questionamentos sobre a inviabilidade da estação em Aparecida em função de baixa demanda. “Quem fala isso não tem uma visão adequada do que é Aparecida”, disse Figueiredo durante seminário promovido pelo Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre) na capital paulista.

De acordo com o presidente, a demanda gerada pelo município para o TAV será maior no chamado contrafluxo, em datas festivas. “É exatamente quando você tem um feriado, em que as pessoas não se deslocam para o trabalho, que você tem uma grande demanda”, explicou.

A expectativa de Figueiredo é que o Tribunal de Contas da União (TCU) delibere amanhã (5) sobre a proposta de modelagem do TAV. “Se isso ocorrer, na próxima semana soltamos o edital [da licitação]”, disse.

Em janeiro do próximo ano, deve ser lançada a primeira fase da contratação do projeto de engenharia para o TAV que ligará São Paulo, Campinas (SP) e Rio de Janeiro. “Vamos contratar uma empresa integradora, que vai nos ajudar a contratar todo o projeto executivo de engenharia. O nosso cronograma é começar a obra do trem de alta velocidade em 2014”, disse.

Segundo Figueiredo, embora o prazo contratual de conclusão do projeto seja, na primeira fase, no máximo 2020 e os esforços estarão voltados para que o TAV seja entregue até 2018.

O presidente disse que o Programa de Investimentos em Logística lançado no dia 15 de agosto, prevendo aporte de R$ 133 bilhões em 25 anos, não será o único plano de incentivos ao setor. “Não podemos considerar que isso esgota a nossa necessidade de investimento em infraestrutura e logística”, disse. “A EPL está trabalhando para disponibilizar para a presidenta [Dilma Rousseff] um novo programa, no final do ano”.

Edição: Fábio Massalli

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