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Operação Condor teria ocorido em 1975, entre as ditaduras militares do Brasil, da Argentina, do Chile, Paraguai, Uruguai e da Bolívia para vigiar e até eliminar opositores.

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Operação Condor foi responsável por morte de general no Paraná, revela depoimento

Criado em 31/10/12 18h21 e atualizado em 31/10/12 18h28
Por EBC Fonte:CNV

Ex-agente da ditadura confirma participação de empresários na repressão
Ex-analista do DOI-Codi, Marival Chaves Dias do Canto, prestou depoimento durante 5 horas à Comissão Nacional da Verdade

A morte do sargento Onofre Pinto, que abandonou o exército para se juntar a Carlos Lamarca, na organização de esquerda Var Palmares (VPR), foi uma ação da Operação Condor, foi o que revelou o ex-analista do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna do II Exército em São Paulo (DOI-Codi), Marival Chaves Dias do Canto, durante depoimento de 5 horas à Comissão Nacional da Verdade, no qual afirmou que lia, analisava e produzia documentos, informes e relatórios de informação.

Confira o hotsite da EBC com documentos inéditos sobre a Operação Condor

Parte dos agentes queria converter Onofre num “cachorro” (agente infiltrado), mas o general Milton Tavares de Souza, chefe do Centro de Informações do Exército no Governo Médici, negou a proposta. O general teria dito que a morte de Onofre serviria de exemplo.

Segundo Chaves, a operação que resultou no  massacre de Medianeira, no Paraná, em julho de 1974, começou na Argentina, contou com a cooperação da inteligência de outros países e foi decidida após consulta ao Centro de Informações do Exército. “Só depois compreendi que era uma ação da Operação Condor”, afirmou.

Chaves tomou conhecimento do fato ao ouvir um relato de um agente da repressão em Fortaleza. Assim como essa, muitas das informações que ele possui das operações clandestinas de sequestro, cárcere privado, tortura e morte foram obtidas  diretamente de agentes que participaram dessas ações e cometiam “notórias indiscrições”.

Além dos casos mencionados, Chaves indicou nomes de pessoas que podem contribuir com informações para esclarecer os fatos. “Além de ser uma visão rara das entranhas da repressão, o depoimento de Chaves abre uma série de novas linhas de investigação”, afirmou o coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Cláudio Fonteles. Também participou da oitiva a advogada Rosa Cardoso, membro da Comissão, e cinco assessores da CNV.

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