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Apenas 5% de cargos de chefia e CEO de empresas são ocupados por mulheres

Criado em 13/01/15 12h43 e atualizado em 13/01/15 17h52
Por Edgard Júnior Fonte:Rádio ONU

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, afirmou esta segunda-feira que aumentou a participação das mulheres em cargos de chefia de empresas no mundo. Mas os números atuais revelam que apenas 5% dos postos de chefia de empresas e de CEO são ocupados por mulheres.

Um estudo divulgado, nesta segunda-feira, pela OIT mostra que há uma ligação entre a liderança feminina e o bom desempenho de uma companhia.

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Boa Notícia

O vice-diretor do Escritório da OIT, em Nova York, Vinicius Pinheiro falou à Rádio ONU sobre o resultado do documento.

"A boa notícia é que houve um certo avanço na participação das mulheres em posição de direção e gestão e chefia das empresas. Essa pesquisa realizada pela OIT em 108 países, mostra que em 80 países houve crescimento significativo da liderança feminina nas empresas. Em 34 países, o crescimento foi superior a 7%. Entretando, a má notícia é que esse crescimento ocorreu principalmente nas posições intermediárias de chefia. A quase totalidade das empresas no mundo continua sendo presidida por homens".

CEOs

Segundo a OIT, as mulheres ainda não estão bem representadas em posições de alto comando. No Brasil, o índice de ocupação feminina destes cargos gira entre 5% e 10%. China, Itália, México e Espanha estão no mesmo patamar. Os melhores desempenhos foram registrados na Finlândia, na Noruega, no Reino Unido e na Suécia com mais de 20%.

Chile, Índia, Japão e Portugal têm menos de 5% de mulheres nestas posições.

Mas em relação aos cargos médios e sêniores houve uma alta muito grande nos últimos 20 anos. O documento mostra que no Brasil, a mão de obra feminina neste nível chegou a 37,3% em 2012, último ano com dados disponíveis.

Estados Unidos, França e Rússia tiveram um resultado melhor, mas o Brasil está à frente de Alemanha, Argentina, Canadá e Portugal. Os piores resultados foram registrados no Iêmen, no Paquistão, na Argélia e na Jordânia, onde a presença das mulheres está abaixo dos 5%.

Mercado de Trabalho

A OIT afirmou que "a participação crescente das mulheres no mercado de trabalho tem sido a principal força por trás do crescimento global e da competitividade".

O documento explica "ainda há muito a ser feito para que se possa atingir uma igualdade de gêneros nos locais de trabalho, especialmente em altos cargos de diretoria".

A agência da ONU diz que atualmente as mulheres são donas ou controlam 30% de todas as companhias, mas elas estão em micro e pequenas empresas. O estudo afirma que "ter mais mulheres ampliando seus negócios é não só importante para a igualdade de gêneros mas também para o desenvolvimento do país".

Confira áudio no player abaixo:

Creative Commons - CC BY 3.0 -

Recomendações

A OIT fez algumas recomendações para reduzir a diferença entre a quantidade de homens e mulheres em posições de alto comando.

Segundo a agência, é necessário implementar "soluções flexíveis" para que elas possam conciliar trabalho e família e não serem sujeitas a tratamentos especiais ou cotas.

Para a organização, as empresas devem fornecer cobertura de saúde durante a maternidade e também prestar assistência com creches para as crianças. Além disso, devem quebrar barreiras culturais e combater o assédio sexual.

O estudo da OIT revela que "a menos que ações sejam tomadas imediatamente, serão necessários 100 ou 200 anos para que seja alcançada uma paridade em relação aos altos cargos".

Creative Commons - CC BY 3.0
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