Na Rádio Nacional do Rio de Janeiro -1130 kHz
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O programa Época de Ouro desta sexta-feira, 27, às 17h, apresenta show ao vivo com um convidado muito especial: o bandolinista Hamilton de Holanda. Brasiliense nascido no Rio de Janeiro, o músico já ganhou o mundo com seu talento e sua maneira única de tocar bandolim.
Aos 35 anos, 30 anos de carreira profissional, Hamilton apresenta nos seus solos uma maneira única de usar o instrumento: o aumento do número de cordas e decibéis, aliados à velocidade de solos e improvisos, inspirando uma nova geração e um novo som.
Desde junho de 2010, o Conjunto Época de Ouro se apresenta no auditório Radamés Gnattali, da Rádio Nacional do Rio, todas as sextas-feiras, ao vivo, com a apresentação de Cristiano Menezes, trazendo o que há de melhor na música brasileira. Admirador do conjunto, Hamilton de Holanda não hesitou em aceitar o convite do grupo para participar do programa, e ao lado de Jorginho do Pandeiro, Jorge Filho (cavaquinho), Ronaldo do Bandolim, Antonio Rocha (flauta), Toni Sete Cordas e André Belieni (violão seis cordas), promete um show inesquecível.
Hamilton de Holanda começou a tocar aos cinco anos e reinventou o bandolim quando adicionou duas cordas ao instrumento. Nos EUA, a imprensa o considera o “Jimmy Hendrix do bandolim”. O choro, que na infância e adolescência era a sua influência maior, hoje se transforma em mais uma das suas referências. “Me perguntam se o que faço é o novo choro. Novo choro? O que eu faço, na verdade, é uma síntese dessas informações com influência do choro, bossa, jazz, rock, som do cotidiano. É uma música que não precisa de rótulos para existir, mas precisa sim é ser bela”, diz Hamilton.
Com técnica soberba e brasilidade absoluta, seja no palco ou no estúdio, Hamilton de Holanda tira o fôlego com suas interpretações e performances cheias de emoção. Sua versatilidade lhe permite se apresentar com propriedade em qualquer formação: solo, com orquestra, duo, power trio, quinteto, entre outras. Ele vem se apresentando em diversos eventos e festivais de grande importância, no Brasil e no mundo. Já dividiu o palco com Maria Bethânia, Ivan Lins, João Bosco, Seu Jorge, John Paul Jones (Led Zepellin), Chucho Valdes, Stefano Bollani, Richard Galliano (melhor acordeonista do mundo), Richard Bona, além de uma noite singular com os músicos do Buena Vista Social Club.
Virtuoso, brilhante e único são alguns dos adjetivos na vida deste músico, que contagia platéias em turnês por todo o mundo, construindo uma carreira de inúmeros prêmios. Entre eles, o de melhor instrumentista por unanimidade, na única edição e nas duas categorias - erudito e popular, do Icatu Hartford de Artes 2001. Também conquistou, em janeiro de 2005, no Midem, principal feira de música do mundo, o restrito título CHOC da mais importante publicação europeia de música, “Le Monde de la Musique”. Recebeu da imprensa francesa o título de "Príncipe do Bandolim"; da brasileira revista Bravo, de “Rei”; e de nomes como Hermeto, Maria Bethania, Djavan, Ivan Lins e João Bosco, citações como "um dos melhores músicos do mundo".