Simpósio reúne contadores de histórias de seis países em Niterói

Akemi Nitahara - Agência Brasil 06.02.2014 - 19h49 | Atualizado em 06.02.2014 - 19h59

Com o objetivo de disseminar a tradição de contar histórias, formar plateias e incentivar a leitura, o Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói, Rio de Janeiro, promove, até domingo (9), o 12º Simpósio Internacional de Contadores de História, que, este ano, passa a incorporar o nome Histórias sem Fronteiras. Segundo a idealizadora do evento, criado em 2002, Benita Prieto, o simpósio promove mesas-redondas, oficinas e apresentações para o público, em geral, além de dar formação continuada a professores da rede municipal, além da troca de experiência para os contadores de história.

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“O movimento [contação de histórias] hoje está bastante desenvolvido pelo Brasil – muitas coisas vem acontecendo, muitas redes estão se formando, está tudo correndo bem. A atividade está ligada a bibliotecas e universidades. Existem instituições mas também coisas de governo, ações que se desenvolvem dentro das escolas, muita coisa acontecendo”, detalhou.

A  profissionalização do setor aumento nas últimas décadas, diz a atriz e contadora de história Alicce Oliveira. “Contador de história sempre existiu, mas, nessa categoria profissional, o contador de história, o narrador de história profissional, que trabalha somente com a questão da mediação de leitura, com o incentivo à leitura, que participa de discussões, de políticas públicas voltadas ao incentivo à leitura, trabalha com a área de educação, isso vem, a cada dia, dando força para a categoria.”

Ela destaca que professores, pais e mães e até mesmo crianças são contadores. A categoria da nova narração oral vem se firmando no Brasil de uns 20 anos para cá, principalmente na área da educação, ressaltou a atriz. “A contação de histórias vem se tornando um hábito dentro de sala de aula – é um recursos lúdico de motivação à leitura, uma forma diferenciada de trabalhar a leitura e o livro dentro de sala de aula.”

Além de brasileiros, participam do evento contadores de história da Argentina, da Colômbia, de Cuba, de Portugal e da Espanha.

De acordo com Benita Prieto, que também é curadora do simpósio, este ano a homenageada com o troféu Sinhá Olímpia foi a escritora, cantora, compositora e contadora de histórias Bia Bedran. Benita diz que compartilha com a homenageada o entendimento de que os contadores de história também são promotores da leitura. 

O Histórias sem Fronteiras começou ontem (5), com o lançamento do livro digital Mínimos Contos, e-book que traz os 30 vencedores do concurso que propôs a criação de histórias de suspense com até 140 caracteres. Hoje, as oficinas vão até 21h30. Amanhã (7), os debates começam às 9h30 e as oficinas serão à tarde e àda noite.

No fim de semana, 40 grupos se revezarão na Maratona de Contos, com 24 horas de atividades ininterruptas, das 18h de sábado (8) às 18h de domingo (9). Na abertura, Bia Bedran apresentará  o espetáculo A Roda de Samba do Caraminguá e Outras Histórias Mais. Durante a madrugada, os contos são voltados para o público adulto. Toda a programação é gratuita e pode ser consultada no site do evento.

Editor: Nádia Franco

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