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Último dia da Flip tem debate sobre romances contemporâneos latino-americanos com os autores Fernanda Torres e Daniel Alarcón

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Último dia da Flip é marcado por descontração em mesa com Fernanda Torres

Criado em 03/08/14 15h14 e atualizado em 07/07/16 14h35
Por Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil Edição:Stênio Ribeiro Fonte:Agência Brasil

Fernanda Torres na Flip
Romances contemporâneos latino-americanos foi o tema do debate (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A descontração marcou uma das mesas de destaque do último dia da Feira Literária Internacional de Paraty (Flip), com a participação da atriz Fernanda Torres e do escritor peruano Daniel Alarcon. Fernanda Montenegro foi ovacionada ao aparecer na platéia para prestigiar a filha.

Ambos declararam certa fobia a falar em público, mas o que se viu em seguida foi uma conversa solta e cheia de tiradas engraçadas. Fernanda, que lançou recentemente seu primeiro livro, Fim, acabou ofuscando o papel do mediador da mesa, o jornalista mexicano Ángel Gurría-Quintana, com perguntas e comentários sobre o segundo romance de Alarcón, Andando em Círculos, que fala sobre o amor, a guerra, o teatro, entre outros assuntos, em um Peru imaginado pelo autor.

Teve um momento em que os dois levaram a plateia às gargalhadas, Fernanda contou a Alarcón que três dias antes filmara uma cena de striptease para o programa em que atua na televisão. O ator é um ser que não vale nada. Espero não desonrar a literatura aqui na Flip. Há três dias estava fazendo um striptease na boate Laconga!”, declarou ela.

“Posso fazer um striptease", disse Alarcón, "mas ninguém me daria um centavo para fazer striptease”, completou, e recebeu como resposta: “Pagaria para você fazer um striptease e muito. Esse aí vem com o Peru", complementou Fernanda.

Tanto Fernanda como Alarcón disseram que seus personagens parecem ter vida própria, cujo destino é delineado no desenrolar da escrita que, segundo eles, é uma forma de escapismo. Segundo ela, seu livro e o de Alarcón têm em comum uma falta de redenção. “A maior crítica que eu recebei sobre meu livro foi a falta da redenção. Mas o livro dele é apavorante, é muito pior que o meu”, provocando mais risadas na tenda lotada.

Para Alarcón, a cidade imaginária do livro é uma versão do Peru, a partir das memórias de sua infância, quando deixou seu país para viver com a família nos Estados Unidos. “O Peru me persegue. Amo meu país, mas tenho os olhos abertos para as coisas boas e ruins, como a corrupção e a miséria", comentou ele, que elogiou a presença de muitos autores latino-americanos na Flip.

"É bonito que o Brasil se integre mais com os países latinos. Precisamos de mais encontros como esse", declarou.

 

Editor Stênio Ribeiro

Creative Commons - CC BY 3.0

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