Pedagoga organiza feira de livros usados há 11 anos em Aracaju

Thais Leitão - Agência Brasil 13.01.2013 - 10h28 | Atualizado em 13.01.2013 - 11h04

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A pedagoga Zenilde conta que o negócio atrai compradores de toda a cidade(Osmar Rios / Contexto Online - UFS)

Brasília – Para diminuir as despesas com o material escolar de seus três filhos e ajudar outras famílias a economizar, a pedagoga sergipana Zenilde Bispo, de 49 anos, decidiu transformar a garagem de sua casa no bairro Ponto Novo, em Aracaju, em ponto de venda de livros usados. No local, pais que queiram se desfazer de livros didáticos usados, mas em bom estado de conservação, podem vendê-los, no sistema de consignação, a outros que desejam gastar menos.

De acordo com Zenilde, a economia pode chegar a 70%. “Há livros que são encontrados nas livrarias por R$ 90 e aqui, na nossa feirinha, saem a R$ 30. É uma tremenda economia, principalmente para quem tem mais de um filho, como eu”, diz a pedagoga, que acrescenta, em média, R$ 5 ao preço dos produtos.

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Onze anos após a primeira edição da feira de livros usados, Zenilde conta que o negócio atrai compradores de toda a cidade. Funcionando de novembro a março, o espaço é visitado por cerca de 150 pais e mães em busca de bons negócios.

“Neste momento, temos 4 mil livros à venda, mas o número muda diariamente, porque sempre chega gente querendo deixar mais e levando outros.”

A técnica em enfermagem Liana Ferreira frequenta a feira há três anos e diz que sempre sai de lá satisfeita com a economia. Desta vez, conseguiu encontrar 11 dos 28 livros solicitados na lista escolar de seus dois filhos. “Vale muito a pena. Se fosse comprar todos novos, gastaria quase R$ 3 mil. Comprando alguns usados, a conta ficou em R$ 1,6 mil. Já foi uma redução considerável”, disse.

Segundo Liana, o dinheiro que que consegue economizar acaba sendo gasto com os filhos, mas em outros artigos que também são necessários. “A gente acaba gastando com eles, mas dá para comprar um presente, um jogo, ou até mesmo outros livros que possam ler ao longo do ano.”

Edição: Nádia Franco

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