Tecnologia será cada vez mais fácil de usar na educação, diz especialista

Daniel Mello - Agência Brasil 22.05.2013 - 22h14 | Atualizado em 24.05.2013 - 13h47

Segundo Dado Schneider, os novos equipamentos apostam cada vez mais na capacidade do usuário aprender sozinho, sem cursos ou manuais de instruções (Marcos Santos/usp imagens)

São Paulo – Aprender a usar os novos aparelhos tecnológicos será cada vez mais fácil, segundo o doutor em comunicação Dado Schneider. Segundo o especialista, os novos equipamentos apostam cada vez mais na capacidade do usuário aprender sozinho, sem cursos ou manuais de instruções.

“Vai ficar mais fácil porque está cada vez mais fácil mexer. Está cada vez mais intuitivo e menos cartesiana a coisa. É menos manual [de instruções] e mais experimentação. Vai aprender errando”, disse após palestra na 20ª Educar, feira que discute a relação entre escola e tecnologia. O evento começou hoje (22) e vai até o próximo sábado (25) no Centro de Exposições Imigrantes, zona sul da capital paulista.

Esse modelo vai, na opinião de Schneider, facilitar o acesso dos profissionais de educação que tem interesse por novas tecnologias. No entanto, professores que não se empenharem nesse aprendizado poderão perder espaço mais rapidamente. “É bom para aquele que quer [aprender] e é terrível para aquele que não quer, porque todo mundo vai passá-lo”, disse.

O presidente do Instituto Inovar para Educar, Thiago Chaer, porém, disse que a tecnologia é apenas uma ferramenta no processo educacional. “A tecnologia na educação tem um propósito de gerar significado, de apoiar a aprendizagem por meio do que eu chamo de humanização da tecnologia. Aqueles trabalhos que podem ser automatizados, são automatizados para que eu possa ter contato mais próximo com o aluno. Para que eu possa conhecê-lo, para que eu possa entender quais são os aspectos cognitivos que o levam a aprender melhor”, explicou.

Um dos papeis dos educadores, segundo Chaer, é mediar a relação dos jovens com a tecnologia, para que eles entendam a diferença das relações estabelecidas por meio desses equipamentos e as criadas pelo contato direto. “Os jovens olham o mundo virtual como realidade. Então, é importante que esse olhar do jovem para o mundo virtual tenha uma mediação que o traga novamente para o chão”.

Edição: Fábio Massalli

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