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Imagem: Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

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Jogadoras da seleção reforçam clubes do Brasileirão Feminino

Criado em 23/02/16 18h29 e atualizado em 23/02/16 18h45
Por Gésio Passos e Patrícia Serrão Fonte:Portal EBC

A segunda fase do Brasileirão Feminino retorna mais forte em março. Na tarde desta terça-feira (23), a CBF realizou o Draft das jogadoras da seleção permanente feminina que irão reforçar oito clubes. As 14 atletas da seleção foram sorteadas entre Rio Preto-SP, Foz Cataratas-PR, São Francisco-BA, Ferroviária-SP, São José-SP, Flamengo-RJ, Iranduba-AM e Corinthians-SP. Pelo sorteio, apenas o Rio Preto-SP e o São Francisco ficaram com uma jogadora, as demais equipes puderam escolher duas cada. 

Confira as escolhas:

Rio Preto-SP: Luciana (goleira)
Foz Cataratas-PR: Bruna Benites (zagueira) e Bárbara (goleira)
São Francisco-BA: Formiga (meia)
Ferroviária-SP: Camila (lateral) e Géssica (zagueira)
São José-SP: Thaísa (meia) e Juliete (meia)
Flamengo-RJ: Maurine (meia) e Bia (meia)
Iranduba-AM: Tayla (zagueira) e Rilany (lateral)
Corinthians-SP: Letícia (goleira) e Rafaela Travalão (atacante)


O diretor de competições da CBF, Manoel Flores, avaliou na abertura do evento que a criação do Draft tem sido importante para o nível da competição. “Foi um momento muito importante, já no ano passado, de trazer as jogadoras para somar para estes clubes participante desta segunda etapa, para que se fortaleçam e possam fazer da segunda etapa do campeonato melhor que a primeira.”

A meia Maurine mostrou alegria em ser escolhida novamente pelo Flamengo e espera buscar o título. “Eu fui escolhida ano passado e acabei machucando. Espero mostrar meu trabalho, o ambiente do clube é muito legal, eu adoro as meninas e conheço todo mundo”, afirmou. O técnico da seleção feminina, Vadão, indicou que o draft não atrapalha a programação da seleção e possibilita que as atletas ganhem uma melhor condição de jogo”. 

Para o diretor de futebol feminino da CBF, Marco Aurélio Cunha, a entidade está em diálogo com os clubes para melhorar a modalidade. “Esse é o caminho de conciliação e de construção e de avanço. Não vamos revolucionar o futebol, porque isso não acontece e não traz resultados. Nós vamos transformar e avançar. Esse é o nosso caminho”. 

Futuro da seleção permanente 

Em 2015, a CBF criou o modelo de seleção feminina permanente que viabilizasse uma melhor condição de trabalho para as jogadoras e uma melhoria na equipe. O técnico Vadão aponta que após os Jogos Olímpicos o projeto deve ser repensado. “Independente do resultado nas Olimpíadas, temos a plena convicção que este foi o melhor caminho. Temos um problema muito sério, que os nossos campeonatos, embora tenham melhorado demais, não tem um nível de um campeonato europeu”, afirmou. 

No final do ano passado, várias atletas deixaram a seleção permanente para jogar em clubes do exterior. A equipe conta hoje com apenas 17 atletas, sendo que três delas não participaram do Draft por já ter contratos para jogar nos Estados Unidos no próximo mês. Vadão explica que não recompor a seleção permanente foi uma opção da CBF para não enfraquecer os clubes nacionais. “Entendemos que neste ano, como o Brasileirão seria no início do ano, a gente não iria tirar nenhuma atleta que já estava previamente contratada e começar criar problemas para os clubes”, apontou.

O técnico avaliou que não há como conviver eternamente com a seleção permanente pelo tamanho do desgaste. “Será tudo repensado após os Jogos Olímpicos. Faremos um estudo de tudo que funcionou melhor e que não funcionou para a seleção”, afirmou

Creative Commons - CC BY 3.0
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