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A Soperj colocará à disposição do público, no período de 1º a 7 de agosto, o número (21) 9981- 5866 para tirar dúvidas sobre amamentação.

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Fórmulas infantis não devem substituir amamentação

Criado em 23/04/14 10h56 e atualizado em 23/04/14 11h25
Por Bruna Ramos Fonte:Portal EBC

Aleitamento materno
A amamentação deve ser priorizada, e o uso de fórmulas infantis não deve ser feito sem necessidade  (Hospital Geral de Nova Iguaçu / hgni.saude.gov.br )

Já reparou que as fórmulas infantis nunca trazem imagens de bebês, crianças e famílias? E que em vez de expressões reconfortantes como “leite humanizado” ou “fortificante do leite humano”, aparecem nos rótulos dos produtos as frases de alerta “O aleitamento materno evita infecções e alergias e é recomendado até os dois anos de idade ou mais” e “O Ministério da Saúde adverte: este produto não deve ser usado para alimentar crianças, salvo sob indicação expressa de médico ou nutricionista”?

Estes e outros cuidados estão previstos na resolução da Anvisa RDC 222, publicada em agosto de 2002, que regulamenta a promoção comercial de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância. O documento faz parte de uma ação do Ministério da Saúde, que busca desde 1998, ações de apoio ao aleitamento materno no Brasil.  Segundo a gerente de produtos especias da Anvisa, Antônia Aquino, as normas levam em consideração a importância da amamentação exclusiva nos seis primeiros meses de vida do bebê. "Antes de mais nada, os pais devem saber que a amamentação é uma prioridade e que as fórmulas infantis não devem ser usadas sem necessidade".

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Apesar de os benefícios imunológicos e nutricionais da amamentação serem reconhecidos e  recomendados, a prática do aleitamento materno exclusivo até os seis meses e continuado até os dois anos, ainda é pouco frequente. Segundo levantamento do Ministério da Saúde, que analisou a evolução dos indicadores de aleitamento materno no período de 1999 a 2008, a duração média da amamentação aumentou um mês e meio: passou de 296 dias, em 1999, para 342 dias, em 2008. "A política do Ministério da Saúde em torno da amamentação tem tido reconhecimento internacional", defende Antônia.  

Além das campanhas de incentivo, outros fatores responsáveis pelo aumento do aleitamento materno no Brasil são a melhor preparação dos profissionais da saúde e o crescimento na implantação de bancos de leite humano.

NBCAL

A Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL) é um conjunto de normas que regulam a comercialização de produtos destinados a recém-nascidos e crianças de até três anos de idade, como fórmulas infantis, chupetas e mamadeiras.

Transformada em lei, em 2006, a norma é grande aliada da saúde dos bebês. Buscando garantir o uso apropriado de alimentos e produtos voltados para este público, ela estimula, simultaneamente, a prática do aleitamento materno.

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