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Imagem: Adriana Franzin / Portal EBC

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A vida com microcefalia: conheça histórias de mães de crianças com a deficiência

Criado em 18/12/15 17h13 e atualizado em 28/12/15 15h44
Por Adriana Franzin Fonte:Portal EBC

Já foram confirmados 2.401 casos de microcefalia no país, até 12 de dezembro deste ao. A média de 99,7 para cada 100 mil nascimentos é a estatística que revela um aumento de 20 vezes na sua incidência. Trinta e dois centímetros é a medida do diagnóstico, cujas causas indicam uma relação com o vírus zika. Mas, por trás de tantos números, o que é, na verdade, a vida com microcefalia?

Para Elaine Carvalho, uma oportunidade de ver o mundo de outra forma. Ela é mãe da Bianca, de 9 anos. Recebeu a notícia de que a bebê tinha microcefalia dois meses depois do parto e resolveu deixar de lado a advocacia para se dedicar à única filha. Descobriu que ter uma criança especial foi, na verdade, "uma bênção".

Para Adaiane Ramos, a microcefalia foi uma chance de ser uma pessoa melhor e mais feliz. Com seis filhos, sendo um par de gêmeos de 9 meses e dois outros com microcefalia – Mateus, de 11 anos e João Pedro, de 4 – ela está longe daquela figura estressada e cansada que se poderia esperar. Ao contrário, muito animada, vaidosa e confiante, garante que as limitações dos meninos trouxeram mais alegrias que preocupações.

Segundo o professor de Epidemiologia da UnB Pedro Luiz Datuil, a criança com microcefalia pode ter desde dificuldade para deglutição até problemas mais complexos como crises compulsivas, dificuldade de audição ou de fala e retardo no desenvolvimento neuropsicomotor, com impactos na capacidade de aprendizagem.

Em comum, as mães contam: não trocariam seus filhos especiais por crianças normais porque aprenderam que a felicidade está nas pequenas coisas da vida. Conheça mais sobre como é a vida de uma criança diagnosticada com microcefalia e os desafios e vitórias de suas famílias.

O que é a microcefalia?

A microcefalia é uma condição neurológica em que a cabeça do recém-nascido é menor quando comparada ao padrão daquela mesma idade e sexo. Neste caso, os bebês com essa malformação congênita nascem com um perímetro cefálico menor do que o normal, que habitualmente é superior a 32 cm.

Em geral, a malformação congênita está associada a uma série de fatores de diferentes origens. Pode ser o uso de substâncias químicas durante a gravidez, como drogas, contaminação por radiação e infeccção por agentes biológicos, como bactérias, vírus e ainda radiação. O aumento dos casos, especialmente no Nordeste do país, está sendo associado à infeccção pelo vírus zika.

Cerca de 90% das microcefalias estão associadas com retardo mental, exceto nas de origem familiar, que podem ter o desenvolvimento cognitivo normal. O tipo e o nível de gravidade da sequela vão variar caso a caso. Tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida.

 

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