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TV Brasil mostra diferencial e sobe nos índices de audiência no carnaval

Publicado em 09/03/2016 - 10:52

Por Joseti Marques Editor Joseti Marques

Porta bandeira da Mangueira 2016

A TV Brasil deu um show na Sapucaí. Chamo especial atenção para a transmissão do Desfile das Campeãs, na noite de sábado, 13/02. Não havia excesso de câmeras, efeitos especiais, drones, nem um batalhão de repórteres e cinegrafistas embolando-se entre passistas e foliões. Foi modesto, básico. Mas foi justamente a simplicidade que surpreendeu a plateia – todos puderam ver o desfile como se estivessem lá. A carnavalesca e professora Maria Augusta, que esteve no estúdio como uma das comentaristas convidadas, não conteve a satisfação ao perceber que o desfile das várias alas das escolas estava sendo mostrado na ordem correta, o que, na opinião dela, é a única forma de se entender o enredo.  E não mediu palavras para elogiar a TV Brasil.

"Eu gostaria de elogiar, antes de começar qualquer coisa, a transmissão da TV Brasil. Nós que somos carnavalescos, que gostamos do detalhe, no esforço que as escolas fazem, a transmissão da TV Brasil está mostrando detalhe por detalhe. Isso não acontece na outra emissora. Vocês estão transmitindo e mostrando o desenvolvimento do enredo, que é uma coisa fundamental, inclusive, porque conta ponto na hora que você vai avaliar uma escola de samba. Parabéns!"

O público de casa também participou da transmissão, colocando a hashtag #CampeãsRJ e #CampeãsSP no trending topics do Twitter; foram mais de 23 mil interações. Muitos elogios também chegaram à Ouvidoria. O índice de audiência, pela medição do Ibope, atestou que a TV pública, no Rio de Janeiro, ficou passeando entre o segundo e o terceiro lugares naquele sábado das campeãs.

A TV Brasil inovou, resgatando, com sua simplicidade, o modo de transmitir que permite ao outro poder ver e ouvir com seus próprios olhos e ouvidos – será isso uma forma de contribuir para a formação crítica? Certamente que sim. E a tal da relevância? Será mesmo relevante fazer o que as tevês comerciais fazem há décadas com exclusividade e, claro, com muitos patrocinadores? Há quem conteste a relevância de uma TV pública cobrir carnaval.

Que me perdoem os discordantes, mas a relevância pode estar em tudo o que se faça com seriedade e competência, porque não é a forma que eleva a audiência ou que define a pertinência, mas o conteúdo. E na transmissão da TV Brasil, não foram ditas as bobagens clássicas das coberturas de carnaval. Os comentaristas convidados também trouxeram informações importantes e interessantes. E a âncora das transmissões, Liliane Reis, deu um banho de competência – tinha o tal do conteúdo!  Na avenida, para quem conhece os bastidores de uma cobertura de carnaval, dava para ver que a alegria no semblante dos repórteres era verdadeira, espontânea – orgulho de ser emissora pública. Tecnicamente, tudo muito correto, mostrando a qualidade dos diversos profissionais envolvidos na transmissão.

No entanto, perdemos no quesito estratégia. Os poucos intervalos – que na TV pública não são comerciais – não foram bem aproveitados. Diante de uma tão grande audiência, a programação poderia ter aproveitado para divulgar os veículos da comunicação pública, seus programas e conteúdos. Mas não foi o que aconteceu. As chamadas, repetitivas, divulgaram apenas os programas que seriam exibidos no dia seguinte. Perdeu-se uma grande oportunidade de mostrar para o povo brasileiro a competência dos veículos do sistema público de comunicação. Afinal, é para isso que servem os altos índices de audiência – para dar ao público a oportunidade de ver o que é ser realmente relevante.

Até a próxima!

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