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Um triste cenário no jornalismo da TV Brasil

  • 11/04/2017 18h51

 

Coluna da Ouvidoria
Joseti Marques-Ouvidora da EBC

Os telespectadores que estão acostumados a assistir ao Repórter Brasil, principal telejornal da TV Brasil,  devem ter estranhado o cenário improvisado nas cores azul e branco que entrou no ar nesta segunda-feira, 10/4. À primeira vista, como houve algumas mudanças na programação, com estreia de novos programas, quem sintonizou o canal e pegou o telejornal já iniciado pode ter pensado que ele estava passando por modernização de cenário, embora a qualidade do que estava sendo apresentado deixasse a desejar –  em plano aberto, três painéis posicionados em semicírculo atrás dos apresentadores, com um pequeno vídeo no painel do meio; em enquadramento fechado, o fundo parecia uma parede de casas de madeira em duas cores.

Mas o estranhamento aumentou logo na entrada da primeira tarja de apresentação dos créditos dos entrevistados – era na cor vermelha, a mesma da antiga identidade visual do telejornal. E bastou a apresentadora chamar o intervalo para que a antiga vinheta denunciasse que alguma coisa deveria estar errada – e estava. O que houve não foi uma mudança atabalhoada de identidade visual, que teria ido ao ar pela metade, e nem alteração do mobiliário do estúdio. A enorme e estranha bancada do antigo cenário ainda estava lá, meio espremida, com um enquadramento que deixava ver apenas uma fresta do acabamento em vermelho abaixo do tampo de vidro.

Aquele telão que ficava atrás dos apresentadores, obrigando-os a um verdadeiro contorcionismo para interagir com repórteres em entradas ao vivo, o chamado videowall, este não estava lá, e foi a peça chave para o desastre que afetou o principal telejornal da TV Brasil.  O telejornalismo pode não ter o apelo de uma telenovela, a atratividade de um musical ou programa de entretenimento, mas é o carro-chefe de qualquer emissora, seja ela pública ou comercial; é como um certificado de credibilidade para a empresa, porque dialoga com o público sobre suas necessidades cotidianas, trazendo informações e esclarecimento. 

Não importa o índice de audiência de um telejornal em relação a outros produtos, porque ele tem uma missão diferenciada, presta um serviço fundamental e cumpre o direito do cidadão de ser informado – por isso os telejornais estão sempre entre as prioridades de atenção e de investimento em empresas de radiodifusão. Mas não foi o que aconteceu na emissora pública. 

O triste incidente que levou ao ar um cenário improvisado, segundo a Ouvidoria apurou, deveu-se a uma situação burocrática que não foi equalizada a tempo, embora já fosse prevista desde o início do ano: o contrato da empresa que locava o videowall para a emissora estava vencendo e a licitação para contratação de outro fornecedor não se desenrolou a tempo e nem a contento. Conclusão: não apenas o cenário do telejornal foi afetado, mas o mesmo prejuízo estético ocorrerá em todos os outros programas que utilizam o telão – Fique Ligado, Stadium, e por aí vai. E não há previsão de volta à normalidade, se é que neste caso se pode falar em normalidade.

Em que pese o esforço das equipes envolvidas na produção e exibição do Repórter Brasil para honrar a firma, a situação é no mínimo constrangedora e desconcertante. 

Até a próxima!

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