X

Digite sua busca e aperte enter

Diretora Suzana Amaral conta histórias do cinema no programa Arte do Artista

  • 19/06/2017 09h03
  • Gecom

Aderbal Freire-Filho homenageia experiente roteirista e cineasta em entrevista inédita para a TV Brasil

O programa Arte do Artista traça um panorama sobre a carreira cinematógrafica da experiente diretora Suzana Amaral no papo inédito com Aderbal Freire-Filho nesta terça (20), às 21h30, na TV Brasil. Aos 85 anos, a cineasta reflete sobre o fazer cinematográfico, comenta as dificuldades para produzir um filme no país e os desafios que vivenciou para conciliar a carreira com a vida pessoal.

"Eu tenho muita muitas ideias, vontade de fazer filmes. Sou muito batalhadora e vou até o fim. Poderia fazer um por ano. Projetos não me faltam", lamenta sobre os obstáculos financeiros para se conseguir realizar uma produção audiovisual no Brasil. "Eu dizia, vou morrer no set", brinca.

A também roteirista recorda sua ida para os Estados Unidos, aborda o interesse pelo cinema alemão e indiano e destaca obras de grandes autores brasileiros. "Pretendo filmar 'O caso morel' do Rubem Fonseca", afirma a convidada sobre a iniciativa de retomada do projeto de levar o romance para as telonas.

Suzana Amaral explica como faz a adapção das obras literárias para a sétima arte. "Eu me apodero da literatura para transformá-la em uma obra cinematográfica. É a minha reinvenção", declara a cineasta.

"Sou fiel ao espírito do livro. Procuro apreender a essência da obra através da minha visão. É uma transmutação do livro em filme", comenta Suzana sobre os longas que fez a partir de publicações como o premiado drama "A Hora da Estrela" (1985), inspirada no título homônimo de Clarice Lispector. O longa integra a relação dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine).

A experiente diretora e roteirista explica sua visão sobre a sétima arte. "Cinema é realidade. E eu sou fiel a minha realidade. Sou fruto dela. A verdade só é verdade quandio encarada de uma maneira série e condizente com a realidade. Busco contribuir da maneira mais fiel possível a essa realidade que sou obrigada a retratar e reencontrar nesse caminho de fazer um roteiro e transformar tudo isso em imagem", ensina.

A cineasta também comenta sua relação com os atores. "Não delego isso para ninguém. Isso é um dos maiores ciúmes que tenho. A equipe não pode nem falar com os atores no set", destaca Suzana Amaral que completa o raciocínio.

"Os atores são a porcelana do set. Eu preciso deles tranquilos e preservados. A emoção deles é uma coisa que fabrica na hora, não é decorada. Eles precisam ter um encontro com eles mesmos para vomitar a verdade", analisa a diretora. "Ator é comigo. Ninguém bota a mão. Faz parte do meu ofício", enfatiza.

Serviço:
Arte do Artista – terça (20), às 21h30, na TV Brasil