X

Digite sua busca e aperte enter

A Copa sem bola: Um olhar sobre o mundo discute o contexto político do futebol

Publicado em 18/06/2018 - 08:30

Moisés Rabinovici recebe o professor Celso Unzelte e o jornalista Filipe Barini

A Copa do Mundo é o maior evento esportivo do mundo e, como não poderia deixar de ser em eventos dessa escala, ela repercute muito além dos estádios. Com uma nova edição sediada na controversa Rússia de Vladimir Putin, o Mundial de 2018 se soma a um longo histórico de arenas esportivas onde os políticos também jogam.

O apresentador Moisés Rabinovici convida o professor Celso Unzelte e o jornalista Filipe Barini para analisar os jogos de poder do futebol e a situação atual da Rússia no programa Um olhar sobre o mundo desta segunda (18), excepcionalmente às 22h15, na TV Brasil.

Unzelte começa notando as circunstâncias econômicas do futebol "a conta no futebol não fecha. Esse dinheiro vem de grupos e países influentes." Isso acaba influenciando o desempenho em campo: "Os países-sede costumam ter um desempenho muito melhor do que sua tradição no esporte permitiria. A Coreia do Sul, em 2002, chegou a ser semifinalista, o que significa que os sul-coreanos se inseriram entre as quatro melhores seleções do mundo."

Por outro lado, Unzelte lembra que o grande poder simbólico e econômico do esporte às vezes também é empregado a favor dos direitos humanos: "A FIFA têm se manifestado contra o racismo, contra a homofobia. Seleções nacionais e clubes de futebol vêm sendo multadas pelo tradicional coro homofóbico quando o goleiro chuta o tiro de meta." Mas o futebol ainda é um meio conservador: "Há um famoso hooligan russo que anda fazendo arruaça pela Europa e foi recebido pelo governo do Putin como um herói."

É justamente pela homofobia que o governo russo tem sido criticado, em especial por conta de uma lei que proibiria demonstrações de afeto em público. Filipe Barini, que já estava na Rússia em várias ocasiões, explica: "a 'lei anti-gay' proíbe a propaganda de comportamentos que sejam 'nocivos' a crianças e ela poderia ser interpretada para processar pessoas de orientação homossexual que se beijem na rua. Não existe nenhuma lei de proteção à população LGBT na Rússia."

Além dessas questões, há a preocupação com a segurança. Barini lista uma série de dicas para evitar golpes no país-sede da Copa: "eu não recomendo pegar táxi na rua. Há vários aplicativos na Rússia que [garantem a legitimidade do serviço]."

 

Serviço
Um olhar sobre o mundo – segunda-feira, dia 18, às 22h15, na TV Brasil

Compartilhar: