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Roseann Kennedy entrevista Marcelo Melo, vocalista do Quinteto Violado

  • 09/07/2018 13h27
  • Gecom

Paraíbano de Campina Grande, Marcelo Melo é o vocalista do Quinteto Violado, grupo que tem quase 50 anos de carreira. Um dos criadores da banda e um dos precursores da música regional brasileira, ele fala da importância dessas obras para as próximas gerações

Em entrevista ao Conversa com Roseann Kennedy, desta segunda (09/07), Marcelo relembra a trajetória do grupo e de trabalhos memoráveis como os arranjos feitos para várias obras de Gonzagão, Dominguinhos e Geraldo Vandré que ele considera um compositor fantástico. E recorda: “O primeiro arranjo que a gente fez de Asa Branca, o Gonzaga se emocionou muito. Ele dizia que era o arranjo mais bonito que ele tinha escutado”.

O vocalista tem orgulho de ter inspirado várias gerações e diz que no momento que o Quinteto Violado começou a trabalhar a música regional brasileira, muitos compositores e músicos da época chegaram a dizer que ouviam juntos todos os lançamentos do grupo. Fato que influenciou novas criações e artistas nordestinos. Marcelo também relembra o eterno Chico Science que traduziu em seus tambores a observação do comportamento do povo das favelas, “com um ritmo musical que encantou o mundo”.

Quando o Quinteto completou 40 anos, Marcelo relembra que chegou a ouvir de Lenine: “Vocês (Quinteto Violado) fazem parte do meu DNA, de tão impregnada que a musicalidade de vocês está dentro da minha história”.

A preocupação do Quinteto em perpetuar a boa música, está nos encontros que eles promovem com grupos de outros estados do país, como a Banda de Pau e Corda, Grupo Raízes e vários outros. A intuito é promover o intercâmbio da música regional sem caricaturas e driblar as dificuldades já enfrentadas pelo grupo desde o seu nascimento. Para Marcelo é importante que esses movimentos sempre se mantenham, pois muita gente jovem faz sons interessantes na atualidade. “O Quinteto foi como um divisor de águas para a música nordestina. Num determinado momento a música nordestina tinha uma dificuldade muito grande de alcançar o ambiente do centro-sul, do sudeste, onde se sediavam as grandes gravadoras.”

Para as próximas gerações, o grupo investe nos “Concertos Aula” um projeto educador e pedagógico que difunde vários gêneros e ritmos musicais. “A gente percebeu que era muito importante utilizar esse nosso acervo, essa nossa forma de trabalhar a música como uma maneira também de educar, de trazer uma informação pedagógica para os jovens. Foi aí que nós criamos os Concertos Aula e nós começamos a apresentar para a juventude. A gente despertava nas crianças o interesse pela música, pela música séria, pela música que tinha uma representatividade brasileira.”

Conversa com Roseann Kennedy, segunda-feira, dia 9, às 21h45, na TV Brasil