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Polícia Federal desmonta quadrilha de comércio ilegal de madeira

Criado em 24/08/15 17h01 e atualizado em 24/08/15 17h13
Por Sayonara Moreno Fonte:Radioagência Nacional

A Polícia Federal cumpriu, nesta segunda-feira (24), 33 mandados de prisão e 37 de busca e apreensão em vários municípios do Pará, em Manaus, capital do Amazonas e em Florianópolis, capital de Santa Catarina. A Operação Madeira Limpa, que teve a primeira etapa encerrada, é executada pela Polícia Federal a pedido do Ministério Público Federal do Pará e tem a meta de desmontar uma quadrilha de comércio ilegal de madeira.
 
Segundo o Ministério Público, o grupo é acusado de coagir trabalhadores rurais a aceitarem a exploração ilegal de madeira dos assentamentos do oeste do Pará em troca de acesso a créditos e a programas sociais. É o que explica a procuradora Fabiana Schneider.
 
Ainda segundo a procuradora, o patrimônio público tem prejuízo estimado em, pelo menos, R$ 31,5 milhões. Mas ela acrescenta que esse valor pode ser ainda maior.

Confira no áudio da Radioagência Nacional:

Polícia Federal desmonta quadrilha de comércio ilegal de madeira 

Entre os 33 suspeitos de integrarem a quadrilha, são apontados servidores públicos federais e do estado do Pará, como o secretário de Meio Ambiente do município de Óbidos, Vinícius Picanço Lopes, acusado de receber propina da quadrilha.
 
Também foram decretadas as prisões de integrantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), como o superintendente do órgão, em Santarém, Luiz Bacelar Guerreiro Júnior; servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) e das Secretarias de Meio Ambiente e da Fazenda do Pará.
 
Segundo o Ministério Público, no Pará os mandados foram cumpridos em Santarém, Óbidos, Oriximiná, Monte Alegre, e Uruará, no oeste do estado; Belém e Ananindeua, na região metropolitana, e em Castanhal, no nordeste paraense.
 
Os investigados são suspeitos em crimes de corrupção ativa e passiva, associação criminosa, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica, uso de documento falso, crimes contra a flora e contra a administração ambiental e subtração de bens da união.
 
A procuradora Fabiana Schneider relata que a organização criminosa é maior que a quadrilha desarticulada e que a Operação Madeira Limpa terá novas fases. Ela disse também que a próxima etapa da operação, que já começou, investiga lavagem de dinheiro e o não pagamento de tributos.

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