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Apenas 2,25% dos inquéritos sobre extravio de armas da PM do Rio vira denúncia

Criado em 29/10/15 20h28 e atualizado em 29/10/15 20h35
Por Da Agência Brasil Edição:Nádia Franco Fonte:Agência Brasil

Em dez anos, apenas 2,25% dos inquéritos policiaisabertos  para apurar possível extravio de armas ou munições viraram denúncia por parte do Ministério Público (MP) estadual.

Segundo relatório enviado pelo MP à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Armas da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), de 2005 a 2015, foram abertos 1.870 inquéritos, processos e procedimentos de policiais civis, militares ou do sistema penitenciário que estavam envolvidos, de alguma maneira, no extravio de armas. Desse número, apenas 42 se converteram em denúncias.

Segundo o presidente da CPI, deputado Carlos Minc (PT), os dados serão esclarecidos quando representantes do Ministério Público comparecerem à CPI das Armas. Procurado pela reportagem da Agência Brasil, o Ministério Público não respondeu, até o fechamento desta matéria, o porquê do baixo número de denúncias em relação ao volume de inquéritos.

O chefe operacional do Estado-Maior da Polícia Militar, coronel Lima Freire, afirmou, em depoimento nesta quinta-feira (29), que o sistema que garante o controle online do patrimônio bélico da PM “deixou de ser alimentado” em 2013 e 2014. Criado em 2012, o Sistema de Material Bélico ficou inoperante nestes anos. Lima Freire não soube informar as razões da falta de informações no sistema durante o período. “Eu não estava no comando, não posso informar o porquê desse desabastecimento de informação no Sistema de Material Bélico.”

Os parlamentares querem  saber como funciona o sistema informatizado e por que não substitui os livros manuais nas unidades policiais. Além disso, os deputados vão investigar os motivos da inoperância do sistema em 2013 e 2014.

“Algo implantado ficou dois anos sem ser alimentado. Queremos saber o porquê disso. Isso pode ter a ver porque o ano de 2014 foi o pior: foram desviadas ou roubadas 122 armas [segundo o relatório entregue pela Corregedoria à CPI das Armas]. O que é preocupante", disse Minc.

De acordo com o inquérito policial-militar (IPM) recebido pela comissão na quinta-feira passada (22), 457 armas foram furtadas ou roubadas de 1993 a 2012. De 2013 até 2015, foram extraviadas 222 armas, totalizando 679 armas que sumiram do controle da polícia desde 1993.

Contradição

Relatório apresentado pelo corregedor da PM, coronel Victor Yunes, na semana passada, informa que 2,5 mil munições foram extraviadas do paiol da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) do Palácio Guanabara em setembro deste ano. No entanto, Lima Freire disse que a munição foi usada para treinamento e que  pode ter havido falha no processo de baixa do material utilizado.

“Foi uma falta de informação com relação ao relatório de instrução, que deveria ter sido passado para o Estado-Maior dizendo que estas munições foram utilizadas em instrução (treinamento) e não em serviço”, acrescentou o coronel.

Editor Nádia Franco
Creative Commons - CC BY 3.0

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