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O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra é acusado de crimes contra os direitos humanos durante a ditadura militar (1964-1985)

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"Nunca ocultei cadáver", diz coronel Ustra a membros da Comissão da Verdade

Criado em 10/05/13 12h35 e atualizado em 10/05/13 15h42
Por Luciano Nascimento Edição:Denise Griesinger Fonte:Agência Brasil

Ustra consegue na Justiça direito de ficar calado perante Comissão da Verdade
O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra é acusado de crimes contra os direitos humanos durante a ditadura militar (1964-1985) (Divulgação Clube Militar)

Brasília – Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra negou a acusação do Ministério Público Federal de ocultação de cadáver. “Agi com a consciência tranquila. Nunca ocultei cadáver. Sempre agi dentro da lei”, disse Ustra, que comandou o Destacamento de Operações de Informações-Centro de Operações de Defesa Interna do 2º Exército em São Paulo (DOI-Codi/SP), entre 1970 e 1974.

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O coronel compareceu hoje à Comissão e, apesar de decisão judicial que lhe garantia o direito de não se pronunciar durante o depoimento, Ustra falou aos membros da comissão e negou também que tenha cometido assassinato, tortura e sequestro. O ex-comandante afirmou ainda que nenhuma tortura foi cometida dentro das instalações do órgão de repressão do governo militar.

Além do coronel Ustra, também fala à Comissão o ex-sargento Marival Chaves, que atuou na mesma instituição e já prestou dois depoimentos espontâneos à CNV. Marival Chaves e Carlos Ustra estão sendo ouvidos dentro da linha de pesquisa dos grupos de trabalho sobre as Graves Violações de Direitos Humanos cometidas por agentes do Estado ou pessoas a seu serviço entre 1946 e 1988.

Edição: Denise Griesinger

Creative Commons - CC BY 3.0
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