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O ministro da Defesa, Celso Amorim

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Brasil quer cooperação com Argentina contra espionagem eletrônica

Criado em 12/09/13 20h32 e atualizado em 12/09/13 20h50
Por Monica Yanakiew Edição:Aécio Amado Fonte:Agência Brasil

Celso Amorim
Foi o que disse o ministro da Defesa, Celso Amorim, nesta quinta-feira (12) ao chegar à capital argentina para visita de dois dias,  tema ganhou relevância após denúncias de que a presidenta Dilma Rousseff e Petrobras foram espionadas

Buenos Aires - O Brasil quer cooperar com a Argentina na área defesa cibernética para se proteger de espionagem eletrônica, disse o ministro da Defesa, Celso Amorim, que chegou hoje (12) à capital argentina para uma visita de dois dias. O tema adquiriu especial relevância a partir das denúncias de que tanto a presidenta Dilma Rousseff como a Petrobras foram espionadas pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA).

A informação sobre a espionagem foi divulgada pela imprensa com base em documentos sigilosos revelados ao jornalista britânico Glenn Greenwald por Edward Snowden, ex-consultor de informática de uma empresa que prestava serviço à NSA.

Segundo Amorim, a defesa cibernética "é a mais importante área de defesa no século 21", mas o Brasil ainda está "dando os primeiros passos". Por isso quer discutir, com a Argentina, uma aliança. "Queremos ter uma ação coordenada, conjunta com a Argentina”, disse o ministro. Ele lembrou que a presidenta Dilma - além de cobrar explicações dos Estados Unidos - pediu "interesse redobrado nas questões de defesa”.

Amorim teve um encontro nesta quinta-feira com a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, a pedido de Dilma Rousseff. Amanhã (13), ele vai se reunir com chanceler argentino, Hector Timerman, e o ministro da Defesa, Agustín Rossi.

O comandante do Centro de Defesa Cibernética do Exército, general José Carlos dos Santos, também participará dos encontros. Pelo menos 100 políticos e personalidades da Argentina também foram vítimas de espionagem eletrônica, disse Timerman, na última reunião de presidentes do Mercado Comum do Sul (Mercosul), em julho, no Uruguai.

 

Edição: Aécio Amado

 

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