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Manifestantes fazem ato contra a Copa do Mundo no escritório da Odebrecht

Criado em 08/05/14 10h55 e atualizado em 08/05/14 11h00
Por Fernanda Cruz Edição:Denise Griesinger Fonte:Agência Brasil

A manifestação organizada por movimentos sociais Copa sem Povo, tô na Rua de Novo seguiu em passeata pela zona oeste e chegou, por volta das 10h30, ao escritório da empresa Odebrecht, localizado na Marginal Pinheiros, próximo à Ponte Eusébio Matoso. Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em marcha desde a última terça-feira (6), se juntaram aos manifestantes ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Movimento Popular por Moradia (MPM), Movimento de Luta Popular (MLP).

Eles protestam contra os gastos públicos com a Copa do Mundo e consideram a empresa um símbolo desses gastos. "Não tem moradia e todo o dinheiro da Copa vai para Odebrecht. Está tendo a Copa e é despejo todos os dias, as nossas reivindicações estão ficando para trás. O dinheiro da construção de hospitais também está sendo desviado para isso", disse José Carlos Pereira dos Reis, coordenador do coletivo estadual do MTST.

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O protesto por moradia que já ocorre na manhã de hoje na Avenida Dona Belmira Marin, na zona sul paulistana também faz parte da ação do movimento. Os manifestantes, que fazem parte do Movimento Anchieta de Luta, bloquearam o trânsito para reivindicar a construção de moradias pelo Programa Minha Casa, Minha Vida em um terreno de 68 mil metros quadrados, ocupado no bairro do Grajaú, na zona sul.

"Queremos educação, saúde, creches, moradia. Porque não é justo que as pessoas estejam na rua e o governo gastando com coisas que não precisa", disse Fabíola Rodrigues de Araújo, 25 anos, dona de casa. Ela é moradora da ocupação Novo Pinheirinho, de Embu das Artes. "Tem gente que doa roupas, alimentos, bastante coisa para gente dentro do acampamento. O terreno é da CDHU [Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano], estamos esperando a desapropriação há três anos. Moro lá com o meu marido e minha filha de 4 anos", contou.

Ilmo Gomes de Souza, de 38 anos, motorista, também mora em Novo Pinheirinho, há um ano e oito meses. "É um absurdo o que gastaram com a Copa. Poderia [o governo] estar fazendo moradia, em vez de gastar com uma Copa de poucos dias".

Hecílio Ferreira da Costa, de 42 anos, trabalha como segurança e concorda que a Copa não é boa para o país. "Primeiro devia estruturar o Brasil na educação, na saúde, na moradia, para depois fazer esse negócio de Copa. Não temos escola digna para os nossos filhos, médico... O Brasil está numa situação crítica", disse

Edição:  Denise Griesinger

Creative Commons - CC BY 3.0
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