Sudeste criou maior número de empregos formais em 2012

Carolina Sarres - Agência Brasil 11.10.2013 - 14h30 | Atualizado em 11.10.2013 - 15h33

Em números absolutos, foram mais de 584,9 mil empregos gerados, o que representou aumento de 2,49% em relação a 2011. ( Prefeitura de Olinda / Creative Commons)

Brasília – A Região Sudeste foi a que teve o melhor desempenho na criação de postos de trabalho formal em 2012, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2012, divulgada hoje (11) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Em números absolutos, foram mais de 584,9 mil empregos gerados, o que representou aumento de 2,49% em relação a 2011. A Região Centro-Oeste, em contrapartida, foi a que registrou o melhor desempenho percentual, com o aumento de 3,74% das vagas – 144 mil postos a mais.

De acordo com a Rais, em 2012, foram criados metade dos empregos com carteira assinada verificados em 2011. No ano passado, foram cerca de 1,1 milhão de postos a mais. Em 2011, foram aproximadamente 2,2 milhões.

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Quantitativamente, o menor desempenho, no ano passado, foi registrado no Norte, com a geração de 59,4 mil empregos. O segundo menor resultado foi no Nordeste, com 132,5 mil vagas a mais. Em percentuais, o Nordeste registrou a taxa mais baixa de criação de postos de 2011 a 2012, 1,56%. O Norte ficou com o segundo pior resultado, com aumento de 2,32% no período.

A Bahia foi o único estado em que houve fechamento de vagas, 9 mil postos de trabalho em 2012. De acordo com o Ministério do Trabalho, isso se deve ao desempenho negativo da indústria de calçados, que, sozinha, fechou 7,1 mil empregos no ano passado.

O estado com o melhor resultado foi São Paulo, com a criação de mais de 370 mil vagas; seguido pelo Paraná (113,3 mil) e pelo Rio de Janeiro (112,6 mil) – o que contribuiu para o desempenho positivo das regiões Sul e Sudeste. Os estados que menos geraram empregos foram Roraima (1,7 mil), Sergipe (2,6 mil) e Tocantins (3,5 mil) – o que, somados ao resultado negativo da Bahia, também contribuíram para o desempenho inferior do Norte e do Nordeste.

Edição: Carolina Pimentel

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