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Portugal considera proposta de orçamento da UE "inaceitável"

Criado em 19/11/12 17h15 e atualizado em 20/11/12 08h19
Por Agência Lusa

Portugal considera proposta de orçamento da UE "inaceitável"
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, considerou inaceitável proposta de orçamento da União Européia para o período 2014-2020 (Agência Lusa)

Bruxelas, 19 nov (Lusa) – O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Portas, afirmou nesta segunda-feira (19) em Bruxelas, que a atual proposta de orçamento plurianual comunitário para 2014-2020 “é inaceitável para Portugal”, e garantiu que o governo negociará com espírito de compromisso mas “com firmeza”.

A afirmação foi feita paralelamente a uma reunião dos chefes de diplomacia da União Europeia, e antes de um jantar preparatório do Conselho de Assuntos Gerais de terça-feira, no qual participará também o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy. Portas também afirmou que Portugal partirá para a cúpula extraordinária de 22 e 23 de novembro com o objetivo de favorecer a procura de um compromisso, mas advertiu que “não pode ser um acordo qualquer”.

Paulo Portas adiantou que Portugal tem noção de que “há uma pressão dos países contribuintes para contribuírem menos”, e que “a União tem mais países e, portanto, haverá mais países beneficiários dos fundos”, e apontou que“juntando um fator e o outro, é compreensível que o ambiente para o pacote financeiro seja mais restrito”.

“Mas dito isto – prosseguiu -, a proposta que está em cima da mesa é inaceitável para Portugal”, por “três razões que também são simples de explicar”, a primeira das quais porque “atinge mais do que é aceitável a política de coesão”, que considerou “essencial para a União Européia e para Portugal”.

“Em segundo lugar, a Europa vive uma crise econômica muito séria, e é legítimo que os cidadãos europeus se perguntem se esta é a resposta adequada das instâncias europeias a uma crise que tem demasiada recessão e desemprego. Sabendo nós que a utilização dos fundos comunitários gera crescimento e que o crescimento gera emprego, não nos parece uma resposta adequada”, prosseguiu.

Por fim, assinalou que “também no domínio da Política Agrícola Comum, sobretudo no desenvolvimento rural, não se pode considerar aceitável o estado presente das propostas de negociação”.

“Portugal negociará com firmeza, negociará até ao fim, negociará defendendo o interesse nacional e o interesse europeu. É importante que haja um acordo, o espírito europeu é um espírito de compromisso, mas, sendo importante que haja um acordo, não pode ser um acordo qualquer”, advertiu.

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