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Nelson Mandela é homenageado durante show em Londres, em 2008. O número 46664 foi recebido por Mandela em 1964, quando foi sentenciado à prisão perpétua

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Cientista político destaca exemplo de resistência e amor de Nelson Mandela

Criado em 05/12/13 19h58 e atualizado em 05/12/13 21h17
Por Alana Gandra Edição:Beto Coura Fonte:Agência Brasil

Nelson Mandela
Mandela em momento de descontração (Alet van Huyssteen/Nelson Mandela Centre of Memory)

Rio de Janeiro – O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, é um exemplo não só de resistência, mas de amor. A avaliação foi feita à Agência Brasil pelo cientista político Paulo Baía, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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“Nelson Mandela, nas épocas duras, difíceis e sombrias do apartheid, com a brutal discriminação e a violência contra os negros e os pobres na África do Sul, se tornou um símbolo e um intelectual da resistência. Ele, preso, liderou a movimentação política das várias etnias da África do Sul contra o regime do apartheid e conseguiu, de dentro da cadeia, ser um chefe de estado e estabelecer conexões com todo o mundo”, disse.

Segundo Baía, as conexões feitas por Mandela levaram a Organização das Nações Unidas a impor sanções econômicas à África do Sul e motivaram pressões para a independência do país.

“Mandela foi um pacifista, ao mesmo tempo um lutador, na mesma linhagem de Gandhi, só que de matriz africana. Mandela foi um grande sábio. Ele soube trabalhar com a resistência e, ao mesmo tempo, sabia negociar. Ele trabalhava com a ideia de solidariedade e de amor, como perspectiva de construção de uma nação. E foi plenamente vitorioso, e seus inimigos plenamente derrotados”, disse Baía.

O cientista político destacou que, embora tenha derrotado os inimigos, Mandela os acolheu, numa demonstração da grandeza de seu caráter. Por isso, deixou para a humanidade o legado de que a intolerância pode ser combatida e a harmonia estabelecida em qualquer parte do mundo, “desde que haja generosidade, amor e firmeza de afeto, de acolhimento, sem submissão”, ressaltou o especialista.

Edição: Beto Coura

Creative Commons - CC BY 3.0
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