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Refugiados em Ruanda

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Saiba mais sobre o massacre em Ruanda de 1994

Criado em 05/04/14 20h23 e atualizado em 18/11/14 20h11
Por Luiz Claudio Ferreira e Allan Walbert Fonte:Portal EBC

Um enredo que se repete em diferentes conflitos pelo mundo. Um grupo majoritário atribui a culpa de todos os problemas do país a uma etnia minoritária. O massacre em Ruanda, conforme pesquisas consultadas sobre o assunto, ocorreu a partir de 6 de abril de 1994 quando o presidente Juvenal Habyarimana morreu em um acidente aéreo que teria sido, na verdade, um atentado.

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O governo formado por políticos de origem hutu teria atribuído a autoria a representantes da etnia tutsi. Militares e paramilitares promoveriam, a partir de então, uma série de assassinatos em diferentes regiões do país. Grupos extremistas, segundo relatos, foram abastecidos com armas pelo próprio governo. Em 100 dias, mais de 800 mil mortos.

Confira na linha do tempo os principais fatos que marcaram o massacre de Ruanda:

 

Assista a reportagem da TV Brasil

Creative Commons - CC BY 3.0 -

Segundo pesquisa da professora de direito Mércia Cardoso De Souza, de Minas Gerais, a  guerra civil em Ruanda tem raiz na disputa política desde o processo de descolonização. Ruanda era ocupada em 1899 pelos alemães, que, derrotados na 1ª Guerra, deixaram que os belgas ocupassem o país africano.

Os tutsis eram o grupo político mais forte na década de 1950, mas os belgas fortaleceram os hutus com a intenção de “dividir para governar”. A partir de 1959, embates entre as etnias isolaram uns dos outros. O país ficou independente em 1962, e a maioria hutu passou a fortalecer grupos nacionalistas contra belgas e tutsis. A Frente Patriótica Ruandesa (FPR) era um desses grupos, que acabou participando dos massacres de 1994.

Dia de reflexão - A Organização das Nações Unidas promoveu o lançamento de uma série de eventos em memória dos 20 anos do genocídio de Ruanda, denominada “Kwibuka 20”, com o tema “Lembrar, unir e renovar”. O recado do secretário-geral Ban Ki-Moon é que  a comunidade internacional aplique “lições aprendidas após o assassinato de 800 mil pessoas em 1994. “ Temos que agir vigorosamente sempre que comunidades forem ameaçadas por atrocidades em massa ou seus líderes”, afirmou.

O Dia Internacional para Reflexão do Genocídio de 1994 em Ruanda é celebrado em 7 de abril.  “Sabemos que genocídio não é um evento único, mas um processo que evolui ao longo do tempo e requer planejamento e recursos para ser realizado”, afirmou o chefe da ONU. “Por mais assustador que isso pareça, também significa que com informação, mobilização, coragem e políticas adequadas, o genocídio pode ser evitado.”

 

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