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Manifestantes protestam contra posição do Brasil de condenar ofensiva de Israel

Criado em 30/07/14 15h41 e atualizado em 30/07/14 15h50
Por Agência Brasil Edição:Carolina Pimentel

Mais de 100 pessoas participaram de uma manifestação hoje (30) em frente ao Ministério das Relações Exteriores contra a posição do governo brasileiro de condenar Israel "por uso da força desproporcional" na Faixa de Gaza.

Líderes dos manifestantes foram recebidos pelo subsecretário para Assuntos de África e Oriente Médio, o embaixador Paulo Cordeiro, e conversaram por cerca de uma hora. O embaixador recebeu um manifesto de entidades cristãs e da comunidade judaica no Brasil. Segundo a assessoria de imprensa do ministério, os documentos serão analisados pelo Itamaraty.

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Para os manifestantes, o governo brasileiro errou ao condenar Israel sem fazer qualquer menção ao movimento islâmico Hamas. Os manifestantes, de igrejas evangélicas e da comunidade judaica, também criticaram a decisão do governo brasileiro de chamar o embaixador do Brasil em Tel Aviv para consultas.

Segundo Kélita Rejanne Machado Cunha, que participou da manifestação, o subsecretário disse que o Brasil não tem a intenção de romper relações diplomáticas com Israel, mas não há previsão de retorno do embaixador brasileiro para Israel. De acordo com a manifestante, Cordeiro também enfatizou que o país não é a favor dos atos praticados pelo Hamas.

A manifestante acrescentou que a comunidade judaica e cristãos vão continuar a defender uma mudança na postura do governo brasileiro. “A gente vai continuar a dizer que o Brasil precisa ter uma posição coerente, de equilíbrio, uma postura de mediador. Essa forma do Brasil conduzir a situação não vai levar a nenhum tipo de solução”, acrescentou.

Na última quinta-feira (24), o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, defendeu a posição do governo brasileiro que, em nota divulgada no dia 23, condenou “energicamente o uso desproporcional da força” por Israel em conflito na Faixa de Gaza, levando à morte centenas de civis. O ministro também disse que o Itamaraty já havia divulgado nota condenando o movimento islâmico Hamas pelos foguetes lançados contra Israel, e também Israel pelo ataque à Faixa de Gaza.

O chanceler também defendeu a posição brasileira assumida no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. O Brasil votou favoravelmente à condenação da atual ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza e à criação de uma comissão internacional para investigar todas as violações e julgar os responsáveis.

Editora: Carolina Pimentel

Creative Commons - CC BY 3.0

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