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Voluntários entram em greve no Fórum Social Mundial

Criado em 28/03/15 12h29 e atualizado em 28/03/15 12h37
Por Eliane Gonçalves Edição:Leandro Melito

Os voluntários que trabalham no Fórum Social Mundial interromperam suas atividades na tarde desta sexta-feira (27), terceiro dia do evento.

Neste sábado (28), último dia do evento, as reuniões acontecem sem a presença dos voluntários. O dilema para o início da assembleia da mídia livre é justamente encontrar  entre os próprios participantes quem possa fazer a tradução.

A presença dos voluntários foi vista com facilidade durante todo o evento, que teve seu início na última terça-feira (24) na Universidade Al Manar, em Túnis, capital da Tunísia.

Já no aeroporto era possível notar a presença deles, vestidos com coletes azuis, fazendo a recepção e orientando os participantes sobre deslocamento, estadia e telefonia local. São eles também que fazem a tradução simultânea do FSM e a transmissão da programação por streaming e estão presentes em todo o campus.

Reivindicações

Os voluntários do Fórum cruzaram os braços contra a falta de pagamento e más condições de trabalho. O acordo firmado com a comissão de organização do FSM incluía o pagamento de 10 dinares (equivale a cerca de R$ 16,00), além de voucher alimentação e hospedagem para os que não moram em Tunis, capital da Tunísia que sedia o evento.

Segundo os voluntários, apenas a alimentação foi garantida. Dos quatro dias já trabalhados - incluindo o anterior à abertura do evento,  na recepção dos participantes -  eles dizem que só foram remunerados pelo primeiro dia.

"Alguns de nós não tinha nem onde dormir, ficaram perambulando pela cidade. Foi preciso arrecadar dinheiro entre nós para podermos pagar a hospedagem dos que moram longe", disse Amin Gharbi, 23 anos, estudante universitário e uma das lideranças do grupo.

Cerca de mil voluntários trabalham no Fórum Social Mundial, geralmente estudantes universitários ou do ensino médio, principalmente da região metropolitana de Túnis.

"As negociações foram difíceis desde o começo. Primeiro eles disseram que iam contratar dois mil voluntários. Não houve orçamento e reduziram para mil. Agora, atrasam o pagamento e, quando vamos cobrar, falam que vão pagar 5 e não 10 dinares", explica Rahma Maysan, voluntário que trabalha na recepção dos participantes.

Procurada pela reportagem, a organização do Fórum Social Mundial não respondeu até o fechamento desta matéria.

Creative Commons - CC BY 3.0

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