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Imagem: Foto: Brics/Divulgação

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BRICS: parceria progrediu com o tempo, diz historiador; saiba mais e veja entrevista

Criado em 13/11/19 12h44 e atualizado em 14/11/19 16h12
Por Luiz Claudio Ferreira Edição:Alessandra Esteves

Origens da parceria

Cerca de 42% da população, 23% do PIB, 30% do território e 18% do comércio mundial. Os números representam o tamanho dessa parceria, com benefícios palpáveis, que atende por um acrônimo: BRICS. Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.  A primeira letra de cada país (em inglês) está representada no que é hoje mais do que a reunião de economia emergentes.  A parceria tem progredido com o tempo, conforme explica o historiador Frederico Tomé.

Ele entende que se trata de uma ação estratégica e importante que foi selada no início do século 21, mas resultado de um processo de aproximações que evolui com o tempo.  A Cúpula que o Brasil sedia nesta semana (nesta quarta, 14, e quinta, 15), em Brasília, é a décima primeira (a segunda na capital federal, que já recebeu o evento em 2010). O evento no Palácio do Itamaraty tem o lema “BRICS: crescimento econômico para um futuro inovador”.

De acordo com o historiador Frederico Tomé, o BRICS foi resultado de uma aproximação entre economias emergentes que tinha como foco principal a economia. Principalmente após a crise financeira de 2008, os quatro países passaram a trabalhar em conjunto. A união, que ganhou a África do Sul como nova parceria no começo desta década, trilha caminhos estratégicos, como as parcerias tecnológicas.

Vantagens do acordo

O historiador explica que o Brasil, desde a década de 1970, tem buscado parcerias com economias e adotado estratégias de aproximação com países de diferentes continentes. O BRICS, novidade do século 21, é parte desse processo. Segundo o governo brasileiro divulgou, as áreas de saúde, ciência, tecnologia, inovação e cooperação no combate ao crime internacional estão entre as prioridades para o país. “Veio numa crescente dentro do mercado internacional”, diz o historiador.

Avanços do acordo

O pesquisador destaca que a cúpula, com a presença de representantes dos cinco países, é fundamental para encaminhar presencialmente novas demandas e decisões. Os encontros têm colaborado para materializar os acordos, explica Tomé. Um exemplo está nos avanços no campo da tecnologia.

Fundo de amparo

Uma providência tomada pelos países que integram o BRICS é que a parceria prevê um “banco de desenvolvimento” para colaborar com investimentos em infraestrutura e desenvolvimento dos países que fazem parte do grupo. Além disso, podem atuar em parceria para ajudarem-se mutuamente em caso de crises financeiras. Mas a força do grupo possibilita força na concorrência no mercado. “É uma parceria que coloca em destaque uma possível concorrência com os países do G-7”.

Com imagens de Jorge Monforte

Edição de vídeo de Jerson Portela 

Tags:  Brics2019, Brics
Creative Commons - CC BY 3.0

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