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Conheça soluções para falta de água em diversos países

Criado em 19/03/15 19h11 e atualizado em 20/03/15 15h39
Por Edgard Matsuki e Gustavo Gomes Edição:Portal EBC

Uso de água do mar, da chuva e até mesmo de dejetos. Em tempos de receio de falta de água, buscar soluções para evitar um desabastecimento tem sido cada vez mais necessário. Seja reaproveitando a água ou evitando o desperdício, bons exemplos podem ser encontrados em todo o mundo. O Portal EBC separou dez dessas iniciativas que podem ser seguidas e quem sabe implementadas no futuro. Confira:

Semana da água

 


 

Hong Kong usa água do mar para descarga

A alta densidade populacional, a proximidade do mar e a distância de fontes de água doce foram fatores que levaram Hong Kong a adotar o uso da água do mar em suas descargas. A medida foi adotada em 1955, e a partir de 1957 todas as novas casas construídas já contavam com o recurso. Atualmente, cerca de 80% dos 7,2 milhões de habitantes da ilha usam o sistema.

A água do mar passa primeiro por filtros para remover as partículas sólidas. Em seguida, é desinfetada com cloro ou hipoclorito antes de ser bombeada para os reservatórios. Além de poupar água, o sistema também economiza energia, já que a maior parte da água do país tem que ser bombeada desde o rio Dongjiang, na China continental.

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Alemanha usa água da chuva para irrigação

A Alemanha vem reutilizando a água da chuva desde os anos 80 - principalmente a água que vem dos telhados, que é recolhida, filtrada e empregada principalmente nas descargas. Mas desde o ano 2000, pesquisadores têm estendido a captação pluviométrica para ruas, pátios e outras superfícies.

Em um teste realizado na cidade de Berlim, 11.770m² de superfícies preparadas para a captação foram ligados a um reservatório no subsolo de um edifício. O tanque tem capacidade de 190 mil litros, e a água captada que excede esse volume vai para a rede de esgoto pluvial regular da cidade.

O sistema de tratamento do edifício é capaz de processar até 10 mil litros d’água diariamente. Essa água serve 80 apartamentos e seis pequenas unidades comerciais - cerca de 200 pessoas -, e é usada principalmente para descarga e jardinagem.

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China superaram crise hídrica reciclando água

Em 2011, a China lançou um plano quinquenal com uma série de ações para economizar água. A principal medida, avaliada em US$ 62 bilhões, é o desvio de rios para atender às demandas de água e energia das províncias no norte e oeste do país. Quando for concluído em 2050, o projeto unirá os rios Amarelo, Huaihe, Yangtze e Haihe e desviará anualmente 44,8 bilhões de metros cúbicos do sul para o norte árido do país.

O projeto tem sido criticado por ambientalistas, que afirmam que as águas do rio Yangtze continuarão poluídas no fim do percurso, mesmo após passar por etapas de tratamento. Críticos também alegam que o sul do país está se tornando mais seco e que em breve não poderá abrir mão de suas águas em benefício do norte.

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Austrália usa controle eletrônico para evitar perdas

Desde 2002, a cidade de Melbourne mantém um sistema de gerenciamento total de seu ciclo hídrico. A cidade monitora de forma integrada informações sobre o consumo, chuvas, desperdício e águas subterrâneas para garantir a captação e distribuição da água de forma mais inteligente. Os dados permitiram que a cidade implementasse soluções específicas para cada área, possibilitando uma economia de 40% a 50% em cada setor.

Nas residências, por exemplo, foram distribuídos restritores de fluxo em torneiras e chuveiros. Os parques receberam sistemas de irrigação mais eficiente, após um estudo detalhado de cada tipo de solo. Os prédios públicos e corporativos também passaram por modificações, como instalação de descargas com dois níveis de pressão e sistemas de ar-condicionado mais eficientes.

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Japão aposta em tubos resistentes a desperdícios

Como um país que sofre periodicamente com terremotos consegue ter um dos menores índices de desperdícios de água? O Japão apostou na qualidade das tubulações. Feito de material resistente a terremotos e com sensores que detectam vazamentos, o desperdício de água no país é de apenas 2%. Só para comparação, o índice no Brasil é de 37%.

A tecnologia japonesa fez tanto sucesso que acabou sendo exportada para Los Angeles, cidade norte-americana que sofre com terremotos.

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Singapura cria tarifa progressiva para evitar desperdício

Uma das formas utilizadas pelo poder público para evitar que haja desperdício de água é mexer no bolso da população. Depois de notar que a população desperdiçava água, o governo local resolveu adotar, em 2000, uma tarifa progressiva. Quem consumisse mais do que 40/m³ de água por mês teria que pagar cerca de 0,85 de euros a mais.

No caso asiático, a mudança deu certo. Um levantamento aponta que, de 1995 até 2004, o consumo de água no país diminuiu cerca de 11%. A medida, às vezes criticada por onerar a população, também foi usada em outros locais como, por exemplo, no Rio de Janeiro.

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São Paulo realiza controle de pressão de água

Em locais onde há muitos vazamentos em tubulações, a solução pode estar no controle de pressão de água. Em São Paulo, a Sabesp tem adotado a redução de pressão na água a fim de minimizar as perdas, principalmente de tubulações que não estão acessíveis (em subsolo, por exemplo).

No auge da crise hídrica, alguns locais ficaram sem receber água, e a empresa foi acusada de diminuir a pressão acima do nível permitido. A falta de pressão teria feito com que a água não chegasse em locais mais altos como, por exemplo, morros.

Também durante a crise hídrica, outra medida de diminuição de pressão da água foi tomada. Foram distribuídos à população redutores para serem colocados nas torneiras. O redutor nada mais é do que uma peça que diminui a vazão nas torneiras.

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Máquina que promete transformar dejetos em água

Esse sistema, Omniprocessor, não foi implantada por nenhum governo e está fase de testes. Porém, tem a tutela e está sendo patrocinada por Bill Gates. A máquina transforma dejetos em água, energia elétrica e adubo. Por dia, podem ser gerados 85 mil litros de água. A Omniprocessor tem apenas um exemplar e, de acordo com os criadores, será enviada dos Estados Unidos para Senegal. O vídeo abaixo mostra o funcionamento da máquina:


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Cisternas no semiárido brasileiro

Tradicionalmente a região que mais sofre impactos com a falta de chuvas, o semiárido brasileiro (região que começa no norte de Minas Gerais e abrange todos os estados do Nordeste, com exceção do Maranhão) tem encontrado como solução o uso de água das chuvas para abastecimento por meio de cisternas.

As cisternas são sistemas de aproveitamento de águas pluviais. As cerca de 1,1 milhão de peças construídas fizeram com que a região não sofresse tanto com os impactos da crise hídrica deste ano.

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Aruba dessaliniza água do mar para consumo

Com apenas 320 quilômetros quadrados de extensão, a ilha de Aruba, no Caribe, tem atualmente a segunda maior usina de dessalinização do mundo. Mas a prática não é novidade na ilha, que usa esse método para obter água potável há 80 anos. A usina, inaugurada em 2000, produz atualmente 45 milhões de litros d’água por dia. A água da ilha é reconhecida por sua qualidade, e pode ser bebida diretamente das torneiras.

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Creative Commons - CC BY 3.0

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