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Caxumba: saiba o que é a doença e como é transmitida

Criado em 01/07/16 17h34 e atualizado em 01/07/16 17h36
Por Redação* Edição:Líria Jade Fonte:Portal EBC

O número de surtos de caxumba no Brasil tem aumentado de forma significativa nos últimos anos. Brasília, São Paulo, Curitiba, Campinas, São José dos Campos e outras cidades brasileiras apresentaram um elevado número de casos de caxumba registrados em comparação com o ano passado, de acordo com dados de suas respectivas Secretarias de Saúde. Mas você sabe o que é e como se proteger dessa doença? Entenda como funciona a caxumba.

O que é caxumba?

A caxumba também pode ser chamada de papeira ou parotidite, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). É uma doença viral aguda causada pelo vírus Paramyxovirus, que se caracteriza pelo inchaço das glândulas que produzem saliva que ficam nas laterais do pescoço, logo abaixo da mandíbula.

Como se pega caxumba?

A transmissão ocorre por meio do contato com a saliva de pessoas infectadas e a maior ocorrência da doença é no inverno e na primavera, período de temperaturas mais baixas. A incubação da doença varia de 12 a 25 dias e o período de transmissão dura de 16 a 18 dias. O período de transmissibilidade varia entre 6 a 7 dias antes das manifestações clínicas até 09 dias após o surgimento dos sintomas.

Quais são os sintomas da doença?

Algumas pessoas não apresentam sintomas. A Fiocruz explica que a principal e mais comum manifestação desta doença é o inchaço glândulas salivares, febre, calafrios e dores de cabeça ao mastigar e engolir. Uma das principais características da doença é o aumento das glândulas salivares próximas aos ouvidos, que fazem o rosto inchar. Em menores de cinco anos de idade são comuns sintomas das vias respiratórias e perda neurosensorial da audição.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da doença é eminentemente clínico-epidemiológico. Existem testes sorológicos ou de cultura para vírus, porém não são utilizados na rotina.

Riscos para grávidas

A caxumba pode ocasionar aborto espontâneo no primeiro trimestre da gestação.

Como se proteger?

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, é a melhor forma de prevenir a doença. A vacina entrou para o calendário básico de vacinação, a crianças de 1 ano de idade, em 1996, e está disponível na rede pública de todo o país. Para crianças e adolescentes de até 19 anos são ministradas duas doses. Pessoas de 20 e 49 anos recebem apenas uma dose da vacina. De acordo com o Ministério da Saúde, quem já teve caxumba uma vez, está imune.

Como é feito o tratamento da caxumba?

Não existe tratamento específico. É indicado apenas repouso, analgesia e observação cuidadosa quanto à possibilidade de aparecimento de complicações. O tratamento se concentra no alívio dos sintomas. A recuperação leva cerca de duas semanas.

Complicações

O Sistema Nervoso Central (SNC), com frequência, pode estar acometido sob a forma de meningite asséptica, que não deixa sequelas, mas raramente pode ocorrer encefalite. Nesses casos, o tratamento é sintomático.

De acordo com a Fiocruz, nos casos graves, a caxumba pode causar surdez. Após a puberdade, pode causar inflamação e inchaço doloroso dos testículos, chamado de orquite nos homens. De acordo com o Ministério da Saúde, se os dois testículos forem acometidos de forma importante, mas o fenômeno é raro. Pode ocorrer, ainda, inflamação dos ovários (ooforite) que também pode causar a esterilidade. Raramente, pode-se ter pancreatite. Por isso, é necessário redobrar a atenção nestes casos e ter acompanhamento médico.

O que deve ser feito em caso de surto?

A Secretaria do DF alerta que, em caso de surto, a recomendação é que os pacientes fiquem isolados e que se verifique a caderneta de vacinação de todos que tiveram contato com os pacientes. O isolamento deve durar no mínimo de 10 a 15 dias, contados a partir dos primeiros sinais e dos sintomas da doença. Para evitar a contaminação também é preciso evitar ambientes aglomerados e fechados e compartilhar copos e talheres.

*Com informações da Agência Brasil, Fiocruz e Ministério da Saúde 

Creative Commons - CC BY 3.0
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