Por que marcham as milhares de trabalhadoras rurais que, desde 2000, ocupam durante um dia as ruas de Brasília numa caminhada que leva o nome da paraibana Margarida Maria Alves? Por que deixam suas casas, roças, maridos e filhos e fazem viagens de ônibus que podem durar mais de dois dias até a capital?

A Agência Brasil ouviu mulheres de várias partes do país e viajou mais de 2 mil quilômetros em uma jornada de 44 horas para acompanhar um grupo vindo dos arredores de Campina Grande, na Paraíba, e entender as razões que motivam e animam a marcha. Nesta edição, a quinta desde 2000, a expectativa é reunir 70 mil margaridas em uma das principais vias de Brasília, o Eixo Monumental, que leva à Praça dos Três Poderes, onde estão o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto.