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Puxadores de voto: saiba quem foram os deputados que ajudaram a eleger outros candidatos

Criado em 06/10/14 11h41 e atualizado em 05/01/15 09h22
Por Noelle Oliveira* Fonte:Portal EBC

Celso Russomano
Celso Russomano (PRB) (Divulgação/Wikicommons)

Figura cativa em todas as eleições, os "puxadores de voto" são candidatos que somam um grande número de eleitores e fazem a diferença nas eleições proporcionais, como é o caso do pleito para deputado federal. Isso porque a definição dos parlamentares eleitos leva em consideração um fator chamado quociente eleitoral, calculado pela soma de todos os votos válidos para o cargo no estado, dividido pelo número de cadeiras para o estado.

Confira cobertura completa das eleições 2014 no Portal EBC [2]

Conheça a lista de deputados federais eleitos [3]

Feito isso,  todos os votos dados aos candidatos do partido e à legenda (no caso de coligação são considerados todos os partidos) são somados e divididos pelo quociente eleitoral. Esse resultado é o número de vagas que cada partido ou coligação terá. Entram os mais votados, de acordo com o número de vagas que coube à legenda.

Assim, os puxadores de votos ajudam a eleger integrantes do partido ou da coligação que tiveram menos votos, já que podem ampliar a quantidade de cadeiras a que a sigla tem direito.

Em 2014, em números absolutos, o recordista de votos foi o ex-deputado Celso Russomano (PRB-SP), com 1.524.361 de votos, em São Paulo. Ele ajudou a eleger outros sete federais, sendo que cinco deles com votação menor do que a de concorrentes que acabaram ficando de fora da lista dos eleitos.

O deputado Tiririca (PR-SP), campeão de votos em 2010, ficou com 1.016.796 milhões de votos (4,8%) e foi o segundo mais votado de São Paulo. Ele também ajudou a eleger cinco correligionários, sendo que dois ficariam de fora caso o critério fosse apenas o número total de votos. Russomano e Tiririca foram os únicos candidatos a superar a marca de 1 milhão de votos. Já em números proporcionais, o candidato com maior votação foi o atual deputado estadual no Amazonas, Artur Bisneto (PSDB), com 15% (250 mil) dos votos no estado foi eleito federal. Em seguida, ficou Shéridan de Anchieta (PSDB), em Roraima, com quase 15% dos votos.

Em terceiro lugar em São Paulo ficou o Pastor Marco Feliciano (PSC), com 398.087 votos. Ele "puxou" a eleição de dois deputados de seu partido sendo que um deles, Eduardo Bolsonaro, somou com pouco mais de 82 mil votos, enquanto um candidato do PSDB, com 106 mil votos, ficou de fora. Ainda conquistaram votação importante no estado Bruno Covas (PSDB) e Rodrigo Garcia (DEM)

Também tiveram posições expressivas para ajudar a eleger correligionários os deputados federais eleitos: Clarissa Garotinho (PR), no Rio de Janeiro, que ajudou a eleger sete federais, sendo dois abaixo do número mínimo de votos para ocupar as vagas (caso fosse considerado apenas o quantitativo de votos); e Delegado Waldir (PSDB), em Goiás, que colaborou com a eleição de  doze candidatos de sua coligação, sendo que seis deles possuíam número de votos menor do que o de outros concorrentes que ficaram de fora.

Votos próprios

Ao todo, 35 deputados alcançaram o quociente eleitoral e foram eleitos com seus próprios votos, sem necessidade de somar os da legenda ou coligação. Em 2010, foram 36 parlamentares. Nesse grupo estão cinco deputados eleitos por cada um dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em Pernambuco, foram quatro deputados; na Paraíba, três; no Ceará, Goiás e Santa Catarina, dois. No Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Sergipe e Roraima apenas um atingiu o quociente eleitoral. Nos demais estados, nenhum atingiu quociente.

Entenda melhor a votação proporcional:

O quociente eleitoral é a soma do número de votos válidos, dividida pelo número de cadeiras em disputa. Apenas partidos isolados e coligações que atingem o quociente eleitoral têm direito a alguma vaga. A partir daí, analisa-se o quociente partidário, que é o resultado do número de votos válidos obtidos, pelo partido isolado ou pela coligação, dividido pelo quociente eleitoral. O saldo da conta corresponde ao número de cadeiras a serem ocupadas. Depois dessas etapas, verifica-se quais são os mais votados dentro de cada partido isolado ou coligação, os quais estarão efetivamente eleitos. Havendo sobra de vagas, divide-se o número de votos válidos do partido ou da coligação, pelo número de lugares obtidos mais um. Quem alcançar o maior resultado assume a cadeira restante.

*Com informações do TSE

* Colaborou Bruna Ramos

Creative Commons - CC BY 3.0

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