Escalpelamento: campanha arrecada doações para combater o problema

Gerência de Comunicação Social - 28.08.2012 - 12h09 | Atualizado em 29.08.2012 - 12h15

O dia 28 de agosto é símbolo de um drama que muitas mulheres não conseguem esquecer. O Dia Nacional do Combate e Prevenção ao Escalpelamento é quando se intensifica o combate aos numerosos casos de mulheres da região amazônica que têm o couro cabeludo arrancado pelo motor dos barcos. Essa foi a data escolhida para encerrar a Campanha Contra o Escalpelamento, promovida pela Rádio Nacional da Amazônia em parceria com a Nacional – AM de Brasília.

“A campanha foi um sucesso”, avaliou Luciana Couto, coordenadora da Rádio Nacional da Amazônia. “Recebemos doações de cabelo, cartas de ouvintes querendo mais informações e buscando outras formas de ajudar”, disse. Uma série de reportagens sobre o tema foi disponibilizada na Radioagencia Nacional (http://radioagencianacional.ebc.com.br/assunto/escalpelamento) e também foi reprisada uma radionovela, Sonhos Contra o Destino, com este enfoque. A ação mais destacada, porém, foi a campanha de doação de cabelos para a confecção de perucas para as vítimas do acidente.

Foram obtidas 20 doações de mechas naturais de cabelo e a expectativa é que esse número ainda chegue a 50. “Mesmo com o fim da campanha não vamos parar de receber doações”, afirmou Luciana Couto. “Todo o cabelo que nós recebermos será enviado à Associação de Mulheres Ribeirinhas do Amapá”, completou.

A Associação é responsável por produzir perucas para as mulheres que sofreram o escalpelamento. Para produzir uma peruca, que é feita à mão, são necessários 30 dias de trabalho. Com o intuito de aumentar a produtividade e ajudar as ribeirinhas a recuperarem sua autoestima, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) irá coletar contribuições entre os funcionários e demais interessados para a compra de máquinas de costura para a Associação. Com essa ajuda as mulheres levarão apenas dois dias para produzir cada peruca.

Mesmo com o fim da campanha, a Rádio Nacional da Amazônia também continuará a destacar o problema do escalpelamento em sua programação. “A falta de informação é o problema”, apontou Luciana. “Os ribeirinhos não sabem que podem cobrir o motor dos barcos sem custos”, disse. Nos últimos 45 dias, mesmo com a campanha no ar, foram registrados mais três casos de mulheres que perderam o couro cabeludo. “Esses novos acidentes nos motiva ainda mais a continuar noticiando e informando esta população”, afirmou.

Par ajudar na Campanha Contra o Escalpelamento – doação de cabelos e aquisição das máquinas de costura – entre em contato com a Central do Ouvinte da Rádio Nacional da Amazônia, pelos telefones (61) 3799 5471 / 3799 5474; ou pelo correio eletrônico: centraldoouvinte@ebc.com.br

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