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Cabo submarino venezuelano

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Cuba faz testes de conexões Wi-fi

Criado em 08/11/13 15h51 e atualizado em 08/11/13 16h00
Por Adital

Cuba faz testes de conexões Wi-fi
Cabo submarino venezuelano ligado a Cuba (Adital)

Cuba vem dando passos em direção a uma abertura político-econômica e há alguns anos tem liberado a aquisição de computadores, celulares e acesso à internet aos seus cidadãos, apesar de ainda estarem pouco acessíveis à maioria da população.

Agora, durante a ‘XXXI Feria Internacional de La Habana’, estão sendo realizados testes em redes de conexões wi-fi, tendo em vista o objetivo de incorporar o serviço aos cerca de 140 pontos de acesso à internet no país.

Para ter acesso à rede, é necessário pagar uma taxa específica em pontos fixos de acesso (lan-houses). Para ter acesso à toda internet, se paga algo em torno de R$10,00 (4,50 CUC) por hora, para navegar por sites nacionais e e-mails internacionais, a quantia cobrada é em torno de R$3,40 (1,50 CUC) e para ter acesso a conteúdos nacionais se paga cerca de R$1,35 (0,60 CUC). Hoje, os usuários podem contratar o serviço de internet pagando pacotes que duram 30 dias ou permanentes, fazendo um cadastro com um nome de usuário, senha e e-mail internacional.

Com a implantação das redes wi-fi, as pessoas podem acessar a internet de diversos locais, seja por laptops ou por celulares com antena wi-fi, pagando a mesma quantia que se paga nos pontos fixos de acesso, além de utilizar os mesmos pacotes contrato. Além disso, segundo estudos da Empresa de Telecomunicações de Cuba (Etecsa), com o acesso via wi-fi, a velocidade da conexão se torna mais rápida, seriam 6 megabytes para download e 4 para upload.

De acordo com uma entrevista do diretor de comunicação institucional da Etecsa, dada ao blog ‘Juventud Rebelde’, o novo serviço é parte dos esforços do país para continuar diversificando as opções de conectividade e aproximá-las da população na medida em que for possível.

Caça às redes

Em 2011 Cuba chegou a combater as redes sem fio. Na época, o país caribenho acusou os EUA de financiar redes clandestinas, afirmando que várias pessoas haviam sido detidas por instalar, sem autorização, pontos de acesso sem fio. Segundo a publicação do Gramma, as pessoas detidas usavam equipamentos roubados ou levados de forma ilegal para Cuba.

Segundo o site ‘Misceláneas de Cuba’, ainda hoje existem essas conexões clandestinas, que são instaladas pelos próprios cubanos ou por estudantes estrangeiros, que possuem acesso legal à internet. As conexões ilegais chegam a custar de R$11,40 (5,00 CUC) até R$ 114,00 (50 CUC). A punição para quem for pego utilizando ou vendendo redes clandestinas pode ser uma multa de R$ 68.457,00 (30.000,00 CUC) ou prisão.

Ligação Venezuela-Cuba

Todas as melhorias de conexão de internet se devem ao fato que, desde janeiro de 2013, começou a funcionar, em fase de testes, um cabo de fibra ótica ligado da Venezuela até Cuba. O cabo, de 1.600 km de comprimento, tornou mais barato a médio e longo prazo, as ligações telefônicas, antes feitas via satélite. O cabo também pode proporcionar uma melhoria nas conexões de internet, que já existem desde 1996.

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