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Satélite Hubble

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Hubble 25 anos: conheça a história do telescópio mais antigo do espaço

Criado em 31/03/15 17h41 e atualizado em 23/04/15 23h29
Por Portal EBC* Edição:Leyberson Pedrosa

No dia 24 de abril, o satélite Hubble completa 25 anos. O Telescópio Espacial foi lançado em 1990 pela Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA) na Estação Kennedy, na Ilha Merritt, nos Estados Unidos. Durante a missão, mais de 1 milhão de observações já foram registradas e serviram de fonte para a publicação de cerca de 12 mil artigos científicos.

O Hubble é capaz de completar uma órbita ao redor da Terra em cerca de 95,5 minutos na velocidade média de 28 mil quilômetros por hora. Ou seja, o instrumento astronômico pode dar 14 voltas no planeta Terra dentro de 24 horas. O site SATVIEW exibe, em tempo real, o percurso do satélite e mostra dados de latitude, longitude, a distância entre o observador e o objeto, altitude, velocidade e, por fim, o azimute e a elevação - coordenadas necessárias para saber a posição do céu em que devemos olhar ou apontar uma antena. Para acompanhar a rota do telescópio, acesse este link

Legado

Um dos marcos do Hubble é a medição precisa da distância das cefeidas - estrelas com luminosidades variáveis que determinam o ritmo de expansão do universo e sua idade. Out ção entre as propriedades das galáxias mais próximas e a massa dos buracos negros encontrados em seus núcleos.  

Em 1994, o satélite captou um momento histórico no mundo da astronomia: a colisão do cometa Shoemaker-Levy 9 com Júpiter. Os registros do planeta foram os mais nítidos desde a passagem da nave robótica Voyager 2 em 1979. Recentemente, o telescópio descobriu a existência de água em Ganimedes, a lua de Júpiter. Além destes fatores, o objeto também ajudou na popularização da ciência, já que suas atividades são úteis para informar o público sobre os acontecimentos mais marcantes dos corpos celestes. 

História

Três pilares em 1995.jpg
Creative Commons - CC BY 3.0 - Foto tirada em 1995 mostra os "Três Pilares" composto de gás frio revestido por raios ultravioletas e envolvido por estrelas jovens. Anos mais tarde, o Hubble capturou o mesmo fenômeno (veja foto na galeria abaixo).

Até o lançamento do Hubble, o instrumento científico mais importante na astronomia era a luneta de Galileu Galilei. Da mesma forma que a invenção do século XVII proporcionou um avanço significativo para a civilização, o telescópio deu um salto ainda maior e trouxe uma nova visão do universo. Medindo 13,3 metros de comprimento, 2,4 metros de diâmetro e pesando 24.500 libras, o satélite gera cerca de 10 terabytes de dados por ano a 569 quilômetros acima da superfície da Terra. Seu objetivo é investigar as características físicas e dinâmicas dos corpos celestes, observar a estrutura das estrelas e galáxias e estudar a história da evolução do universo. 

Nesses 25 anos, a Nasa já enviou cinco missões de reparos técnicos ao objeto, sendo a última em maio de 2009. Segundo Felicia Chou, relações-públicas da agência, Hubble continuará em órbita até 2030, aproximadamente. O motivo da desativação é o lançamento do telescópio sucessor James Webb, previsto para 2018. 

Confira algumas imagens registradas pelo satélite:

O que é um telescópio?

O telescópio é usado para observar objetos de longe e calcular a dimensão deles. O neerlandês Hans Lippershey tentou produzir a ferramenta, em 1608, para ser utilizado nas guerras. Um ano depois, Thomas Harriot descobriu o projeto e resolveu aprofundar sua utilidade, quando ficou conhecido como o primeiro homem a usar o instrumento para fins astronômicos.

Galilei foi quem viu, pela primeira vez, as fases de Vênus, os satélites de Júpiter, a natureza da Via Láctea, as infinitas estrelas e vários fenômenos. No decorrer do tempo, novas versões foram aparecendo e, hoje, existem vários tipos de telescópios: refrator, refletor e o catadióptrico.  

Entenda como ele funciona

No refrator, a luz transpassa a lente e converge para uma segunda lente, onde observamos o objeto. O refletor capta a luz do objeto e reflete em um espelho côncavo. Daí, a imagem vai para um segundo espelho, que envia para o observador. Já o catadióptrico é uma mistura das dois tipos: a base é de espelhos, mas tem lentes corretoras.

*colaborou Ana Freire

Esse conteúdo faz parte da série "De Olho no Céu" com matérias especiais sobre Astronomia.

Creative Commons - CC BY 3.0

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