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Entenda os benefícios do software livre na educação

Criado em 10/07/15 12h45 e atualizado em 10/07/15 16h14
Por Ana Elisa Santana Edição:Portal EBC Fonte:Portal EBC

Que a tecnologia e a educação podem ser aliadas, muitas pessoas - inclusive professores - já sabem. Mas colocar essa parceria em prática é um desafio que ainda encontra entraves, que vão desde a formação de professores até limitações financeiras.

Neste contexto, o software livre sai em vantagem por ter acesso gratuito, segundo defende o professor Ronald da Costa, da Secretaria Geral da Presidência da República, mestre em ciência da informação. Ele é palestrante do 16º Fórum Internacional de Software Livre (FISL), realizado em Porto Alegre. Segundo ele, alem do fator financeiro, os programas de código aberto oferecem a possibilidade de estimular o protagonismo dos professores e alunos. "Quando tenho uma tecnologia proprietaria sou um usuário, não vou criar coisas novas a partir (da estrutura) dela, mas a partir do momento que uso software livre eu tenho essa possibilidade, posso ser mais que um usuário, alguém que inova, recria, reconstroi eses processos", explica.

Para Ronald da Costa, aspecto comunitário que estrutura o funcionamento do software livre deve ser amplamente trabalhado em sala de aula para formar cidadãos que levem esse hábito em suas vidas além dos muros da escola.

"A grande sacada do software livre aliado à educação é a gente transpor essa filosofia de colaboração, troca de experiências, de se doar ao próximo. O software livre tem essa filosofia e, na educação, o importante é mostrar isso para o aluno. A partir do momento que a gente mostra a possibilidade do protagonismo, isso é transformador", diz Ronald da Costa.

Professores encontram neste processo diversos desafios, entre eles o fato de lidarem com gerações de alunos que já são habituados à tecnologia, muitas vezes mais do que eles próprios. Neste sentido, o pesquisador aponta a necessidade de formação de docentes para a tecnologia ainda nos cursos de graduação. “É preciso aproximar o profissional dessa linguagem para que, quando houver uso (de celular na escola), ele não afaste a ferramenta do processo de aprendizado, mas possa usar como um vetor, para impulsionar esse processo de aprendizado”, acredita.

Ronald da Costa participou do programa Ponto Com Ponto Br especial, transmitido direto do evento. Ele defende que é necessário promover pensamento de participação social digital, que pode ser colocado em prática com o Participa.br, entre outras propostas. “O processo educacional é de participação social, a escola está inserida na sociedade”, afirma. “Precisa trazer a sociedade pra dentro da escola, para dialogar. A gente imagina que tecnologias abertas possam ajudar nessa construção”, defende.

*A EBC participa da 16ª edição do FISL como apoiadora do evento, que acontece entre 8 e 11 de julho em Porto Alegre.

Creative Commons - CC BY 3.0

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