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Fórum Brasil: parcerias marcam a produção da TV Brasil

18/02/2011
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EBC/ TV Brasil - 16/06/2010

Durante o 11° Fórum Brasil - Mercado Internacional de Televisão, realizado hoje (16) e amanhã (17) em São Paulo, o diretor de produção da TV Brasil, Roberto Faustino, fez uma retrospectiva e um balanço do que foi produzido no último ano (maio 2009/junho 2010) na TV pública federal e anunciou a intenção da emissora de formar com o mercado um núcleo de teledramaturgia. "Precisamos pensar em novas formas de narrativa e temos que buscar, no mercado, parcerias para construir isso juntos", disse.

Faustino destacou as diversas parcerias que estão sendo feitas com a produção independente, com o Ministério da Cultura e com as TVs educativas estaduais que fazem parte da Rede Pública de Comunicação. E disse que  “a coprodução regional será, provavelmente em quatro ou cinco anos, uma das principais características da TV Brasil”. Algumas coproduções regionais já estão em andamento, como os programas Diverso, Rede Jovem Cidadania e Dango Balango, feitos em parceria com a Rede Minas; o Abrakaban, com a TVE da Bahia; Tubo de Ensaios, feito com as TVs universitárias do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba; o Catalendas, com a TV Cultura do Pará, entre outras.

Faustino elencou ainda os programas feitos com a produção independente, relação facilitada ainda mais com a introdução dos pitchings. Até o final do ano, serão lançados mais seis pitchings. Um dos editais, que está em fase de elaboração, definirá o concurso para escolher programas sobre ciência e tecnologia. A aproximação com o setor independente revela-se em números: em maio de 2009, eram exibidas oito obras feitas por produtoras; hoje, são 38 obras. Entre elas o TV Piá, o Almanaque Brasil e o Sustentáculos, vencedor do primeiro pitching da TV Brasil.

Em breve, outros programas feitos com a produção independente farão parte da programação da emissora.Entre eles estão Histórias do Brasil, a animação Meu Amigãozão, Extinction, Capoeira, Amazônia Adentro, Ser Saudável, Urbe e o É a Vovózinha.

Faustino falou também sobre a reformulação de alguns programas que já faziam parte da grade da emissora, como o Sem Censura, com novo cenário e maior interatividade com as redes sociais, o Comentário Geral e o Revista do Cinema Brasileiro. Este último ampliou seu público-alvo ao tratar do cinema de forma mais popular, não se restringindo apenas aos aspectos técnicos da indústria cinematográfica. O Estúdio Móvel, programa que derivou do Atitude.com, foi outro programa lembrado por Faustino. Atualmente ele é gravado dentro de um ônibus e, em breve, terá uma estrutura mais adequada para gravações em movimento: um caminhão com estrutura em vidro, mas que permite o controle de ruídos e da luz externa. Para Faustino, o Estúdio Móvel faz parte do esforço da emissora para baixar a média de idade de seus telespectadores. “A TV Brasil tinha que baixar a média de idade do público, mas sem perder a consistência da narrativa. E o Estúdio tem feito isso e melhorado a cada dia”, disse.

Outros dois novos programas, feitos pela emissora no período, são Musicograma, que utiliza o vasto e rico acervo da antiga TVE do Rio de Janeiro, e o Segue o Som, apresentado por músicos.

Da parceria com o Ministério da Cultura, Faustino destacou o Curta Criança, o especial Brasília 50 anos, o LongaDoc, o DOC TV Latino-americano, o DOC TV V, o Anima TV e o FIC TV, em que as produções vencedoras dos editais são exibidas pela TV Brasil. O diretor lembrou que até o final desta semana serão anunciados os projetos escolhidos para participar do Prodav/Fundo Setorial do Audiovisual.