Sobre a EBC

José Alencar critica juros em entrevista ao “3 a 1” da TV Brasil

17/02/2011
|
14:29
compartilhar notícia
Capa da Notícia

EBC / TV Brasil - 03/11/2009

O vice-presidente da República, José Alencar, no exercício da Presidência da República, será o entrevistado do programa “3 a 1”, amanhã (4), que será exibido às 23h pela TV Brasil. Na entrevista aos jornalistas Luiz Carlos Azedo (âncora do programa), Tereza Cruvinel (presidente da EBC – Empresa Brasil de Comunicação) e Helena Chagas (diretora de Jornalismo), Alencar voltou a criticar os juros: “Eu tenho ojeriza a juros”, disse em um momento da entrevista.
Para Alencar, se a taxa básica de juros fosse a metade da atual e levando em conta que o governo gastou, nesses sete anos de mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cerca de R$ 1 trilhão na rolagem da dívida, teriam sido economizados R$ 600 bilhões, ou oito PACs (Programa de Aceleração do Crescimento), levando-se em conta que a participação do governo nesse programa é de R$ 60 bilhões (em dados redondos).
“Além disso, aplicaríamos esses valores em alguma coisa que representasse fator de desenvolvimento, mas em vez disso, estamos transferindo esse dinheiro para a especulação financeira, estamos jogando dinheiro pela janela”, disse Alencar.
O vice-presidente disse que os exames médicos recentes mostraram significativa redução do tamanho dos tumores no seu abdômen e voltou a falar em cura, afirmando que os médicos estão “exultantes”. Ele disse que não tem medo em falar em câncer e que essa doença deve ser enfrentada “sem receio da palavra” e “sem preconceitos”, dando condições “a todos os brasileiros para que obtenham o chamado diagnóstico precoce, por meio de exames periódicos”.
Alencar disse que já havia se preparado para a morte, “mas agora, com essa coisa de que Deus está me curando, tenho que replanejar tudo”. O vice-presidente disse que só será candidato a cargo eletivo em 2010 se tiver “a segurança de que poderei exercer meu mandato”.
Ainda na entrevista, José Alencar elogiou o trabalho do governo no combate à crise financeira mundial, citando exemplos como a isenção de impostos para automóveis e a chamada linha branca (geladeiras, fogões etc.), mas criticou a sonegação fiscal, o mercado informal e a impunidade.
Para o vice-presidente, “qualquer um que ganhar a eleição [presidencial, no próximo ano] vai ter que continuar com essa política do governo Lula”. Embora considerando que não existe eleição fácil, ele aposta na vitória da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.