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A importância da mulher nos meios de comunicação foi tema de debate no evento que celebrou os 30 Anos do Viva Maria

28/05/2012
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15:17
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Após as comemorações e a solenidade de lançamento do selo personalizado e carimbo comemorativo dos 30 anos do programa Viva Maria , a jornalista e apresentadora Mara Régia, a diretora-presidente da Empresa Brasil de Comunicação-EBC , Tereza Cruvinel, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a pesquisadora da Universidade de Brasília, Tânia Montoro e a publicitária Nádia Rebouças participaram do debate  sobre comunicação e gênero – “A imagem da mulher nos meios de comunicação.

Mara Régia, a homenageada do dia, lembrou que a comunicação pública deve ser utilizada em beneficio da sociedade. “O Viva Maria me trouxe a oportunidade de falar com as mulheres de forma simples, ressaltando as qualidades e as informando. Em relação a questão de gênero e a presença das mulheres nos meios de comunicação, Mara afirma que ainda hoje a mídia retrata a mulher de forma estereotipada. “Hoje nós temos um padrão de beleza que é imposto pela mídia. Mulheres são vistas como objetos sexuais, somos transformadas em mulheres frutas, samambaias deixando de lado o total significado de ser mulher”.

A presidente da EBC, Tereza Cruvinel, destacou a importância da comunicação pública como alternativa para o debate de temas ignorados pelos meios comerciais.Tereza Cruvinel lembrou da importância do Viva Maria na conquista dos direitos das mulheres.“Temos que festejar o Viva Maria por tudo que ele representou e desbravou. Há 30 anos, fazer o que ela- Mara Régia-  fazia, mandar as mulheres olharem para o seu próprio corpo. Era um tempo de muito obscurantismo, sexismo e machismo. O Viva Maria é um programa pioneiro, abriu caminhos, cumpriu um papel e a Mara foi protagonista disso”.

Nádia Rebouças, ao falar sobre a publicidade e propaganda, ressaltou que os comunicadores têm a responsabilidade sobre o que é dito e vendido na TV. “Antes de comunicadores, nós através da comunicação, temos que ser educadores para que consigamos ter uma sociedade melhor”. Ela afirmou que é preciso discutir valores e deixar o sensualismo dos comerciais de lado”. A comunicadora, que não pôde comparecer ao evento, participou do debate via Skype.

A pesquisadora da UNB, Tânia Montoro, destacou a diferença entre o popular e o popularesco nos programas brasileiros. “O Viva Maria é um programa popular, mas que não trata o popular como sendo ignorante, com falta de instrução, não o torna grotesco como os programas da TV comercial. Ele apresenta o popular como uma forma de trazer a realidade, mas de forma bonita”.

A senadora,Vanessa Grazziotin disse que “são necessárias várias Marias para que possamos mudar a sociedade”. De acordo com ela, “a mídia tem papel fundamental nesse processo”.

Nesta quinta-feira (15/8), o programa Caminhos da Reportagem, “Viva o Rádio, Viva Maria” mostra a história de algumas Marias e dos 75 anos da Rádio Nacional do Rio e a Rádio MEC