Novas plataformas e novos modelos de exibição não comprometem futuro da TV aberta
Segundo diretor internacional da EBC, ainda é preciso desvendar o que querem os novos consumidores de produtos audiovisuais
Em palestra sobre mercado internacional na tarde desta segunda-feira (04/6), durante o Fórum Brasil de Televisão, realizado em São Paulo, executivos de televisão falaram sobre produção de conteúdos, como lidar com as novas tecnologias e sobre os formatos e gêneros que estão ganhando força em cada região.
O diretor internacional da EBC, Ottoni Fernandes Júnior, falou sobre o futuro da TV aberta, o impacto das novas plataformas e dos novos modelos de exibição de conteúdo, como os Over The Top (OTT), serviços de vídeo on demand, e o uso de disposítivos móveis, como tablets e smartphones.
Ottoni destacou a importância de desvendar como os novos consumidores irão assistir aos conteúdos de televisão. Esses consumidores, no caso brasileiro, compõem a nova classe média que, segundo ele, ainda são pouco conhecidos. “Depois da demanda por bens de consumo, esses novos consumidores irão buscar educação, cultura, aprimoramento profissional. Novas demandas virão e os produtores de conteúdo precisam estar atentos a isso”, disse.
Em termos mundiais, esses novos consumidores surgem em países emergentes. Ottoni mencionou que na China já é forte a demanda por canais de televisão que tratem de educação e cultura.
O diretor da EBC disse que, apesar dos novos modelos de acesso a conteúdos audiovisuais, a TV aberta ainda está viva e tem fôlego. “A oferta de canais e o número de horas passados na frente da TV têm aumentado no mundo todo, especialmente em países da Europa e na China”, afirmou.
Ottoni destacou a importância das coproduções internacionais para composição das grades de programação. E disse que este é um caminho para a TV pública. A emissora participou recentemente de uma coprodução internacional da série infantil "Senha Verde", que envolveu cinco países da América Latina. Maria Victoria Romano, do canal argentino Paka Paka, que também fez parte da iniciativa, aposta neste modelo: vários países participam de um projeto com a produção de alguns episódios, mas todos podem exibir a série completa.