TV Brasil é um dos cases da mesa de debates sobre “Televisões públicas no mundo”
Na tarde desta quinta-feira, 21, o Diretor-Geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Eduardo Castro, apresentou a TV Brasil na mesa dedicada às televisões públicas no mundo. Moderada pelo membro do Conselho Federal da Associação Brasileira de Produtoras Independentes de TV (ABPITV), Gabriel Priolli, a mesa contou também com o diretor do Instituto Nacional de Cine Y Artes Audiovisuales (INCAA TV), da Argentina, Eduardo Rasgo, e a diretora de Programação do norte-americano Public Broadcasting Service (PBS), Silvia Rabello.
Eduardo Castro iniciou a apresentação destacando a missão da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que faz a gestão da TV Brasil e da TV Brasil Internacional, além da Agência Brasil, Radioagência Nacional e oito emissoras de rádio pelo país, que é difundir conteúdos capazes de contribuir para a formação crítica da população brasileira. Ele também destacou o portal de notícias da empresa e a importância da Rede Nacional de Comunicação Pública no processo de transformação da televisão pública brasileira numa referência dentro e fora do país, afirmando que “é a sociedade que deve ser atendida com conteúdos de qualidade”.
O modelo de financiamento das produções nos três países, a chegada de programação da TV Brasil Internacional ao Canadá e o porquê de a emissora brasileira não investir em marketing para ampliar a visibilidade de sua programação, considerada de qualidade, foram algumas das perguntas dos participantes. “No caso da EBC, é questão de recurso. Preferimos investir o dinheiro na produção”, respondeu Eduardo Castro.
Nos dois primeiros dias do Rio Content Market, entre os muitos painéis, produtores brasileiros e estrangeiros debateram os direitos e uso de imagem em obras audiovisuais; o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel, apresentou balanço positivo da Lei 12.485 e falou dos desafios para a expansão da produção independente brasileira; e a ABPITV, alinhada com a produção independente nacional, expôs novas estéticas, narrativas e modelos de negócios para a formação de um mercado interno e maior acesso aos mercados internacionais.
O Rio Content Market 2013 foi aberto oficialmente na noite de terça-feira, 19, às 20h30, e contou com a presença da ministra da Cultura, Marta Suplicy. Ela reiterou o apoio do Ministério da Cultura a todas as ações que fortaleçam o audiovisual no país. “Eu tenho a clara percepção de que não há nada melhor para fazer o Brasil acontecer lá fora. O audiovisual tem uma capacidade de inserção da nossa imagem no mundo infinitamente mais forte do que qualquer instrumento que se possa pensar”, afirmou.