Caminhos da Reportagem analisa a trajetória de Luís Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança
Para lembrar os 25 anos da morte de Luís Carlos Prestes , o Caminhos da Reportagem desta quinta (16), às 22h, na TV Brasil , traça um panorama sobre a vida e o legado deixado pelo político. O programa jornalístico entrevista pesquisadores que estudaram a trajetória de Prestes como o historiador Daniel Aarão Reis, que escreveu a biografia “Luís Carlos Prestes – um revolucionário entre dois mundos”, e o escritor Fernando Morais , autor de "Olga", livro sobre a esposa de Prestes, Olga Benário.
Desde o Movimento Tenentista de 1922 até sua morte, em 1990, Prestes participou dos momentos mais importantes da história do país. Em meados da década de 1920, o 'Cavaleiro da Esperança' comandou a lendária Coluna Prestes, que percorreu mais de 25 mil quilômetros, de norte a sul do Brasil. A intenção era derrubar a famigerada política do café com leite, estrutura de poder da República Velha que alternava paulistas e mineiros na presidência do país.
Daniel Aarão Reis conta à jornalista Vera Barroso que Prestes andou bem mais do que cavalgou nesse período. Segundo o biógrafo, o militante comunista percorreu a pé grande parte da coluna que cruzou 13 estados do país. O lombo dos animais ficava, na maioria das vezes, para os soldados feridos durante a travessia. A jornalista foi ao Mato Grosso e em outros pontos por quais passou o homem que entrou para a história como o Cavaleiro da Esperança.
Em 1935, Prestes tentou comandar um golpe de Estado comunista e acabou preso com sua esposa, a alemã Olga Benário. Era o início de um drama que causou comoção internacional. Mesmo grávida, ela foi extraditada pelo governo Vargas para a Alemanha nazista onde morreu em um campo de concentração. Por pouco, o bebê não teve o mesmo destino. Anita Leocádia Peres foi afastada de Olga após um ano e dois meses, quando terminou a fase de amamentação, e entregue à avó paterna.
Prestes foi o candidato mais votado do Brasil em 1946 e se tornou senador constituinte. Com o Golpe Militar de 1964, foi para a clandestinidade e, em seguida, para o exílio, de onde só voltou em 1979, com o decreto da Anistia. Uma multidão foi esperá-lo no aeroporto.
Em busca do que julgava ser um país mais justo, Prestes lutou pela volta das eleições diretas e, antes de morrer, ainda viu ruir o Muro de Berlim e o sonho da supremacia do comunismo, no qual tanto acreditava. Um homem com uma trajetória notável e que, 25 anos após sua morte, merece ser relembrado.
Serviço
Caminhos da Reportagem – quinta-feira (16) às 22h, na TV Brasil.