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Caminhos da Reportagem analisa o fenômeno das novas mídias

05/11/2015
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17:19
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O Caminhos da Reportagem investiga como as novas mídias alteram a relação dos brasileiros com a informação nesta quinta (5), às 22h, na TV Brasil . A partir da facilidade de difusão de conteúdos pela internet e da crise das empresas de jornalismo, despontam projetos que estão revolucionando a área da comunicação. Para discutir o assunto, o programa entrevista os jornalistas Leonardo Sakamoto , Bruno Torturra e Eliane Brum .

Diretor da ONG Repórter Brasil, Sakamoto é enfático na sua análise. "O jornalismo não está morrendo. O jornalismo está se transformando. O jornalismo está morrendo para quem não consegue ver essa transformação".

O cenário é diversificado: jovens que gravam manifestações com o telefone celular, jornalistas que querem dar visibilidade aos movimentos sociais ou profissionais experientes que estão deixando as redações tradicionais para investir na reportagem em profundidade. Além da experimentar linguagens, essas iniciativas buscam novas formas de financiamento, como o crowdfunding, contribuições do público ou instituições.

Mídias independentes, livres, alternativas? O Caminhos da Reportagem conta as histórias da Mídia Ninja, que marcou a cobertura dos protestos de 2013; do site Jota, especializado em notícias jurídicas; da Agência Pública, modelo que traz grandes reportagens investigativas; da rede Jornalistas Livres, preocupados com as causas sociais; e do Vaidapé, um projeto de jovens da periferia de São Paulo, entre outros trabalhos inovadores no campo da comunicação.

"Essas novas iniciativas de jornalismo trazem não só um novo modelo de negócio, que, óbvio, favorece esse jornalismo independente, mas também com mais participação das pessoas mesmo, dizendo o que elas querem ler, opinando... É uma conversa", pondera Andrea Dip, repórter da Agência Pública.

Articulador da criação da Mídia Ninja (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação), uma rede de jornalismo colaborativo, Bruno Torturra acredita que o caminho é exatamente o da interação.

"A reconstrução da mídia virá de uma nova relação de diálogo e respeito com o público, mas que a recíproca também é verdadeira: o público tem que se responsabilizar financeiramente pela manutenção desses veículos", pontua o jornalista que agora lidera o Fluxo.

Para Eliane Brum, a pluralidade dos meios de comunicação é positiva. "Acho que está todo mundo – seja a imprensa tradicional, o jornalão ou a imprensa alternativa – querendo contar as histórias. É o que a gente faz como repórter: contar as histórias do Brasil, de fora do país também... E quanto mais gente contando histórias, melhor para a sociedade. Acho que não é uma competição", defende a premiada jornalista.

Serviço
Caminhos da Reportagem – quinta-feira (5), às 22h, na TV Brasil