Caminhos da Reportagem investiga o uso das tecnologias digitais na educação
O jornalístico Caminhos da Reportagem desta quinta (11), às 22h, na TV Brasil, analisa de que forma a tecnologia pode melhorar a qualidade do ensino no país. Para refletir sobre o papel da esfera digital na educação, o programa entrevista especialistas como o pesquisador Paulo Blikstein, o filósofo Mário Sergio Cortella e o consultor Homero Reis. A equipe da emissora pública também mostra experiências realizadas por escolas públicas e privadas Brasil afora.
As crianças e os adolescentes estão imersos no universo digital. A Internet, os tablets e os smartphones estão cada vez mais presentes nas salas de aula. Mas será que esses recursos são essenciais para despertar o interesse dos alunos pelos estudos?
"Hoje, o mundo digital oferece informação em alta quantidade, mas não necessariamente conhecimento", avalia o escritor e palestrante Mário Sergio Cortella. "Conhecimento é a seleção da informação a partir de critérios e objetivos claros. Não é necessariamente a tecnologia que oferece isso", destaca o educador.
Esta semana, o Caminhos da Reportagem examina como as tecnologias digitais são empregadas na educação em instituições de ensino de várias regiões do país. A equipe do programa visita colégios públicos e privados do Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Piauí que conseguem motivar os alunos, com ou sem esses apetrechos.
De acordo com o professor da Universidade de Stanford, Paulo Blikstein, reconhecido como um dos maiores especialistas de tecnologia aplicada à educação, não existe uma tecnologia que possa melhorar milagrosamente a situação da educação no país hoje. "A única coisa que vai tirar o Brasil de onde ele está em educação é um esforço supra-governamental que dure vários governos, um esforço de Estado, da sociedade", indica.
Na rede Sesi, em São Paulo, os alunos se apaixonam pelas ciências nas oficinas de robótica. No colégio Nave, no Rio de Janeiro, os estudantes desenvolvem jogos e o pensamento crítico. A atração jornalística revela ainda que algumas escolas descartam totalmente as novas tecnologias, enquanto outras já substituíram os livros pelos tablets.
Especialista em Inteligência Relacional, o coach Homero Reis acredita que qualquer processo de ensino passa por uma relação de afetividade. "Eu não consigo ver uma educação do ponto de vista humanístico capaz de restaurar a esperança e de recompor a dignidade do ser humano no seu aspecto relacional, se não for a partir de uma relação", defende o consultor.
A coordenadora geral de tecnologia do Colégio Dante, de São Paulo, considera importante inserir as novas tecnologias na rotina de ensino. "Se a gente entende que nós formamos o aluno para o mundo e esse mundo está imerso no caos digital, precisamos olhar para as novas tecnologias. Do contrário, a gente diz que faz uma formação para o mundo, mas o ensino está desconectado, não é relacionado a um mundo real".
Serviço
Caminhos da Reportagem – quinta-feira (11) às 22h, na TV Brasil.