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Filmes experimentais e cinema marginal na tela no Revista do Cinema Brasileiro

25/09/2015
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20:11
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O Revista do Cinema Brasileiro deste sábado (26), às 22h15, na TV Brasil, debate as produções experimentais e o cinema marginal que marcou a sétima do país nos anos 60. No estúdio do programa, a apresentadora Natália Lage recebe a roteirista baiana Manuela Dias para um bate-papo. Ela já recebeu vários prêmios como autora de teatro e cinema e agora estreia como diretora no filme “Love Film Festival”.

Uma visita ao set do filme “Estamos Vivos” abre o programa desta semana. O longa, o primeiro realizado por uma produtora de Juiz de Fora (MG), conta uma história através de longos planos-sequência. O espectador vê tudo pelo olhar de Rafa, um menino autista que usa a sua câmera para se comunicar melhor com o mundo.

Cinema Novo buscava subverter a linguagem cinematográfica

No quadro memória RCB, a atração lembra o filme “O Anjo Nasceu”, de Julio Bressane. O longa é um dos mais ousados do chamado cinema marginal, que surgiu no final dos anos 60, à margem do cinema novo. “A criativa geração de cineastas que fez parte desse movimento estava menos preocupada com o ativismo político e mais interessada em subverter a linguagem cinematográfica”, afirma a apresentadora Natália Lage. A matéria ressalta de que forma a produção underground do cinema marginal lutava pelo seu espaço, mesmo sem o apoio do Estado e do circuito exibidor.

Em outra reportagem, o público vai ver que a realidade atual do cinema fantástico brasileiro não é muito diferente. A equipe do Revista conversa com os diretores Rodrigo Aragão, Joel Caetano, Petter Baiestorf e José Mojica Marins, do filme independente “As Fábulas Negras” - uma versão macabra dos personagens do folclore brasileiro.

Na sequência, uma matéria sobre o filme “Max Uber”. A equipe de reportagem bate um papo com o diretor André Amparo sobre essa cinebiografia de um artista inventado. A história é tão bem contada que parece real, e levou o prêmio de melhor curta no Festival do Rio de 2014.

O público vai conhecer também os detalhes do filme “Turn Off”, um documentário aparentemente comum, que usa a história de seu personagem principal pra repensar a forma de se fazer cinema.

A série de TV "Abcedário sem pé e cabeça" é o outro destaque do Revista do Cinema Brasileiro. No seriado, apresentado pelo crítico, teórico, professor, ator, roteirista e diretor de cinema, Jean Claude Bernardet, personalidades do cinema e de outras áreas falam sobre arte, filosofia ou política.

Serviço:
Revista do Cinema Brasileiro – sábado (26), às 22h15, na TV Brasil.