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Observatório da Imprensa reflete sobre os acontecimentos de 2015 na perspectiva da mídia

15/12/2015
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17:39
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O Observatório da Imprensa faz uma reflexão sobre o que foi notícia na mídia em 2015, nesta quinta (17), às 23h, na TV Brasil. Para examinar o ano marcado por graves problemas econômicos e políticos, o jornalista Alberto Dines recebe o poeta e escritor Affonso Romano de Sant'Anna e o economista e ambientalista Sérgio Besserman no estúdio da emissora.

De acordo com Besserman, a análise precisa ser contextualizada. "Não digo que o quadro é aterrador. Pensar na economia em 2015 tem que lembra da crise em 2008. Não dá para dissociar. Por conta da tecnologia, no momento de refletir mais profundamente, o excesso de informações desorienta, os textos são curtos e a reflexão é rasa e superficial. A tensão faz parte disso", afirma o economista.

Segundo Affonso Romano de Sant'Anna, o pais é repleto de contradições. "Somos de uma geração especial que acreditou na utopia continental. Em 1991, vi o comunismo acabar. Entre a Sierra Maestra e o fim do comunismo, vivemos utopias e distopias maravilhosas. Vivemos o país do futuro. Hoje ninguém sabe qual é o futuro. O Brasil é cheio de contradições", pondera.

Para ampliar o debate, o programa jornalístico ainda ouve a opinião de juristas, economistas e políticos para responder a indagação: O que deu errado? O Observatório da Imprensa entrevista o ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto, o economista Andé Lara Resende, o senador Cristovam Buarque, a jornalista Maria Rita Kehl e o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães sobre a visão deles a respeito do ano de 2015.

O jurista é enfático no uso de dinheiro nas eleições. "Não se pode permitir que o poder econômico participe do processo eleitoral. A parceria público privada é boa na área de produção de riquezas, mas no âmbito eleitoral é uma acinte, uma insolência", avalia Ayres Britto.

Após a redemocratização, o Brasil se reergueu e recebeu destaque de grande potência entre os países em desenvolvimento chegando a atingir a sexta economia do mundo. Era um país promissor.

Depois uma série de fatores econômicos locais e globais, o Brasil perdeu terreno na economia, deixou de crescer até culminar na crise que enfrenta agora. Hoje, o problema não é só econômico, mas também político e institucional.

O Observatório da Imprensa lembra ainda que nos últimos meses deste ano o mundo acompanhou, atônito, os ataques terroristas em Paris com mortos e feridos e espalhando o pânico pelo globo terrestre. No Brasil, o desastre ambiental em Mariana dividiu a atenção da mídia que demorou a ampliar a extensão da tragédia ambiental, sem precedentes na nossa história.

O ano se encerra com os eleitores atentos aos próximos passos do Congresso Nacional que irá decidir o destino da presidente eleita e o futuro do país nos próximos dias.

Serviço
Observatório da Imprensa – quinta-feira (17), às 23h, na TV Brasil