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Reportagem especial da Agência Brasil aborda a questão do desarmamento no país

09/12/2015
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21:10
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As polêmicas em torno do Projeto de Lei 3.722/2012, que propõe a revogação do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826), são tema de conteúdo especial produzido pela Agência Brasil. Depois de doze anos em vigor, a lei brasileira que restringiu a posse e o porte de armas de fogo no país está prestes a ser alterada pelo Congresso Nacional: o PL que propõe a alteração já está pronto para votação no plenário da Câmara dos Deputados.

Acesse aqui o especial.

As mudanças no estatuto foram aprovadas no começo de novembro pela comissão especial criada na Câmara, de onde seguiram para o plenário. Se aprovada pela maioria dos deputados, a proposta ainda precisa passar pelo Senado Federal, onde o debate deve ser mais equilibrado.

“Ao longo da vigência do Estatuto estamos fazendo matérias, com a aprovação do PL 3.722/2012 achamos importante nesse momento retomar a discussão”, explica a repórter Luana Lourenço. “Fomos atrás dos dois lados para fazer uma abordagem equilibrada, ouvindo inclusive pessoas comuns defendendo um lado e outro com base em experiências pessoais. ”

Para que o público compreenda o que está em jogo e possa tomar uma posição, a reportagem apresenta os principais números e argumentos que fundamentam cada um dos lados. Contextualiza também o debate com informações sobre como se deu a aprovação do Estatuto do Desarmamento, em 2003, a evolução do número de mortes por armas de fogo desde então, e a realização do referendo sobre a proibição do comércio de armas no mesmo ano.

O PL 3.722/2012, batizado de Estatuto do Controle de Armas, dá a qualquer cidadão que cumpra requisitos mínimos exigidos na proposta o direito de comprar e portar armas de fogo, inclusive a quem responde a processo por homicídio ou tráfico de drogas. Além disso, reduz de 25 para 21 anos a idade mínima para comprar uma arma e garante o porte de armas de fogo a deputados e senadores.

O embate em torno das mudanças extrapola os corredores do Congresso e opõe entidades da sociedade civil e especialistas em segurança pública. O tema também tem ganhado espaço nas redes sociais.