Cineasta Roberto Berliner comenta a estreia de “Nise – O coração da loucura”
Diretor do longa “Nise – O coração da loucura” que entra em cartaz nesta quinta (21) nas telonas, Roberto Berliner é o convidado da apresentadora Natália Lage no programa Revista do Cinema Brasileiro que vai ao ar nesta quarta (20), às 23h30, na TV Brasil. O drama biográfico sobre a psiquiatra Nise da Silveira é estrelado pela atriz Glória Pires.
Durante a entrevista, o cineasta conta que o filme levou dez anos para ser gravado e três para o lançamento. A trama destaca as contribuições da médica alagoana Nise da Silveira no campo da psiquiatria por meio da arte e do afeto.
Berliner destaca como a produção revela a luta dessa pioneira contra as técnicas agressivas para assegurar um tratamento mais humano aos internos de hospitais psiquiátricos. Inspirada na psicologia junguiana, Nise da Silveira começou a utilizar a arte como terapia ocupacional na década de 1940 período em que a internação podia ser compulsória e os pacientes sofriam choques e lobotomia.
O quadro Memória RCB relembra o primeiro longa do cineasta Marcelo Gomes, “Cinema Aspirinas e Urubus”. O filme fez parte da Mostra "Um Certo Olhar" no Festival de Cannes de 2005 e ganhou diversos prêmios no Brasil e no exterior.
O romance entre um anão e uma melancólica garçonete é o mote do longa-metragem “Altas Expectativas”. O programa traz uma matéria sobre este filme, dirigido por Pedro Antônio e Álvaro Campos, cujo roteiro quebra o paradigma de que atores anões só podem fazer humor.
Em outra reportagem, o público confere os detalhes da produção documental “Aracati”, de Aline Portugal. Através dos personagens do Vale do Jaguaribe, no Ceará, a película mostra como as transformações na paisagem afetam a maneira de viver na região.
Na sequência, o destaque é o curta de ficção “Fossa”. Idealizado pelo artista plástico Filipe Matias e dirigido por Samuel Fortunato, o filme explora cor, poesia, dor e paixão.
A equipe do Revista do Cinema Brasileiro também conversa com Dannon Lacerda, diretor do curta “Cine Centímetro”. A produção é baseada na infância do diretor, quando ele e seu primo frequentavam o cinema de uma pequena cidade do interior do Mato Grosso.
Em outra matéria, a atração fica por conta do longa experimental “Jovens infelizes ou um homem que grita não é um urso que dança”. No filme vencedor do Festival de Tiradentes de 2016, a experimentação é constante. Em entrevista ao programa, o diretor Thiago Mendonça conta de que forma a obra rompe os espaços das salas de cinema e se integra às ruas, aos bares, aos teatros e à cidade.
Serviço
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Revista do Cinema Brasileiro – quarta-feira (20), às 23h30, na TV Brasil.